Uiiiiii..... fim-de-semana!! É a loucura!!
Podem chover picaretas, que eu nem me importo! Até pode o céu cair aos trambolhões porque já nada me tira este prazer de véspera de fim-de-semana! E pode vir uma invasão romana que essa só poderá ajudar à festa!! Nem preciso poção mágica...
Digo mesmo que something got me started...

Fotografia com brincadeira à mistura de Torradaemeiadeleite.
Sabe bem ver os dias com outras cores e depois da chuva a luz é sempre mais brilhante!
As manhãs sem nuvens trazem agora o manto branco da geada e nos vidros das janelas condensa-se arrepiado o calor da casa.
Gostava de andar pelas ruas enfeitadas da Baixa num dia assim mas é o trabalho que tem a primazia. Está bem, pronto, conformo-me. Vingo-me no fim-de-semana!
A cidade roubou a face do seu rio e hoje o Porto vestiu-se d'ouro.
Costumo espreitar o blogue de Laurinda Alves e foi lá que encontrei esta pérola.
A Ucrânia também tem talento e lá não foi a dança ou a voz a vencerem mas sim o desenho em areia.
A invasão da Ucrânia na 2ª Grande Guerra ( na altura uma república da URSS ) pela Alemanha é magistralmente ilustrada pelas mãos emotivas de Kseniya Simonova ao ritmo duma selecção musical singular.
Júri e público emocionados lembram-nos que são perenes as marcas de uma guerra.
Se tiverem uns minutinhos para despender neste estaminé ( mais ou menos 8' ) não hesitem em clicar no vídeo.
Ahhh... Sexta-feira!! Entro no ritmo desta "For me Formidable", uma mistura alegre das línguas de Shakespeare e Molière num jogo de palavras tão próprio do amigo Carlos!
Dedicada ao meu partner in crime...

Fotografia de Torradaemeiadeleite.
A mais bela prova da existência de viagens temporais ser-me-á revelada no dia ( sublime! ) em que eu conseguir abrir aquela porta secular, de par em par, para o futuro entrar.
A simbiose entre os diferentes tempos será perfeita e nada, absolutamente nada, se perderá...

Fotografia de Torradaemeiadeleite.
Uma das versões para a "Batalha" no nome desta linda praça do Porto conta que neste local se guerrearam sarracenos de Almançor e os habitantes da cidade, no séc. X, cabendo a estes a derrota e o consequente cenário de destruição quase total.
Muitos outros confrontos tiveram aqui o seu espaço mas nada, nos rituais de hoje, nos lembra belicismo e a praça é sobretudo palco de lazer e cultura, guardada serenamente pelo olhar de D. Pedro V, pelos edifícios antigos e pelo Teatro Nacional São João.
Em redor, muitas esplanadas acolhem turistas que experimentam as francesinhas e estudam no mapa a próxima atracção. Confundem-se os idiomas e muitos grupos cruzam a praça fotografando tudo com avidez.
Juntam-se também os portuenses enganando o tempo e observando os novos invasores que do alto do autocarro panorâmico ou do interior dos carros eléctricos comentam animadamente os jeitos da cidade.
Desta praça derivam algumas ruas estreitas e sinuosas que abrigam lojas pequenas, artífices e comerciantes de várias nacionalidades, montras escuras e portadas antigas. As varandas em ferro dos velhos prédios brilham em contraluz e os estendais competem pelo Sol da tarde que aqui espreita apenas, deixando espaço para muitas sombras. Derivam ainda outras ruas que assumem a sua condição burguesa e ostentam os brilhos das montras e das marcas internacionais.
A Praça da Batalha é um convite por si mesma mas também pelas ruas que nela começam ou acabam, todas com diferentes rostos e interesses; é porto de chegada e partida para estudantes, trabalhadores e turistas e é ainda porto de sensações para todos os que amam esta invicta cidade!

Ele percebeu o que iria acontecer. Eu andava distraída.
Pensei que aquela transformação recente se devesse apenas a uma mudança de atitude, que fosse uma consequência da maturidade há muito devida.
Já me tinha habituado àquele delírio sonhador que o fazia travar lutas contra a sua própria natureza. Queria crescer atá ao céu, ultrapassá-lo até, libertar-se da terra que o agrilhoava a uma vida banal ou escapar, por fim, à força da gravidade. Ser diferente dos outros e, se já tinha uma armadura reluzente, porque não poderia partir em busca de aventuras, defender os que não podiam defender-se sozinhos, usar o seu ar agressivo para o Bem?
Sentado na terra. Encontrei-o assim, há dias. Sentado na terra mas com o olhar fixo nos céus. Resignado, percebo agora. Não soube ler os sinais.
Ontem, como um prenúncio que só mais tarde se identifica como tal, fotografei-o repetidamente. Nunca o tinha feito. Sob uma luz benfazeja que compreendia a origem de tal serenidade, apercebi-me dos detalhes exteriores da sua singularidade.
Esperou pacientemente que eu terminasse o trabalho irrepetível, como um herói que se sacrifica pela sua causa e tombou enfim por terra, sem protestos ou lamentos, digno e belo.
O peso da sua exuberância, o exagero da sua força interior, prenderam-no ironicamente àquela terra da qual parecia querer fugir, a mesma que nutria afinal todo o seu sonho.
O silêncio e eu sentámo-nos pensativamente a seu lado.
Esta é a história dum cacto ( aparentemente ) comum que me foi oferecido, há já muitos anos, com uma embalagem de iogurtes numa campanha de supermercado ( não me admiraria se fossem iogurtes "Longa Vida"... ). Sucumbiu por fim porque a sua base não suportou o peso e a altura que atingiu. Ninguém previu que resistisse muitos anos ou que crescesse tanto mas, sobretudo, que se transformasse em protagonista dum texto escrito.
Ainda não tinha brincado ao Outono com a máquina fotográfica. Domingo passado surgiu essa oportunidade e este ano a rentrée celebra-se com luz serena e cogumelos a reinar, uma fotografia ao estilo "rés-do-chão", em vez das habituais folhas coloridas que tanto encantam.
Esta espécie de cogumelos é comestível, mas este exemplar portou-se tão bem na fotografia que resolvi poupá-lo ao abraço do fogo.
Entretanto, chegou a chuva, mais um clássico outonal e a temperatura máxima abaixo dos 21ºC... Por mim, está óptimo!
O que já não é um clássico outonal são os bilhetes esgotadíssimos para ver os U2 em Coimbra no próximo ano!! Queremos outro concerto, já!
Há várias maneiras de abordar uma história e Tarantino encontra a forma mais original para o fazer.
Em "Sacanas sem Lei" escreveu e realizou ( com todas aquelas marcas que lhe são próprias ) um desfecho diferente para os principais intervenientes nazis da 2ª Grande Guerra. Morrem, sim, mas sem controlo próprio sobre esse facto. E aos olhos de Tarantino, que melhor forma de os terminar se não todos juntinhos numa sala de cinema?
Há sem dúvida uma homenagem ao cinema e à sua capacidade interventiva. Até há tempo para aprender alguns factos sobre a arte cinematográfica. Mas este é apenas um dos aspectos; o facto de Tarantino ter imaginado um grupo de "inglourius basterds" maioritariamente judeus e a dona do cinema que arquitecta o grand finale ser também judia, soa mesmo a uma vingança catártica.
Absolutamente inesquecível é o desempenho do actor austríaco Crhistoph Waltz como coronel Hans Landa, que aliás ganhou no Festival de Cannes o Prémio de Interpretação Masculina.
E por fim, um elogio à música escolhida que, vim depois a saber, já fez parte de outras bandas sonoras ( mais uma homenagem... ). Entre muitas memoráveis, ficou-me esta do grande David Bowie de 1982...
Cat People (Putting Out Fire) - David Bowie

Porque é que alguém que não gosta de cozinhar lê um blogue com receitas culinárias? Porque é que alguém que não gosta de cozinhar se inspira para escrever algo que tenha a ver com tachos? A culpa é do Tertúlia de Sabores, que não é um blogue só de receitas. Penso até que a parte da receita, em si mesma, não é o âmago do seu ser. É sim, a história que cada prato e bebida comportam, as referências históricas, familiares, geográficas, culturais... tudo o que uma combinação de alimentos nos pode trazer.
Como diz o nome do blogue, trata-se sobretudo duma tertúlia e, assim, sabores e saberes encontram-se despretensiosamente para trocas de ideias, experiências e partilha de conhecimento.
Bom, mas os meus textos culinários são sobretudo à minha maneira ( já deu para perceber pelo primeiro ) e por isso hoje contribuo simplesmente com uma erva aromática que, aliás, é bem apresentada neste post no Tertúlia. Não pretendo copiar, apenas fazer notar a oportunidade de me ter cruzado pessoalmente com um exemplar de Pelargonium crispum poucos dias depois de ter lido o texto da Moira.
Encontrei-o no jardim da Fundação de Serralves, no cantinho das aromáticas ( e que diversidade ali é apresentada ), apertei-lhe as folhas e... que cheirinho a limão!!
Obrigada Moira, pela partilha das tuas experiências e aqui vai a lição aprendida em jeito de fotografia...
Fotografia de Torradaemeiadeleite.
O "Big Bang" de Peanuts aconteceu a 2 de Outubro de 1950. A partir de então, todo o universo de Charlie Brown e restante companhia não respondeu senão a uma expansão de talento do seu criador Charles Monroe Schulz.
O início foi igual ao de muitos outros bonecos que chegaram aos nossos dias: primeiro como tiras cómicas em jornais, depois como banda desenhada, animação de televisão e longas metragens. O merchandising completou o sucesso e tratou de os imortalizar.
O Snoopy é uma das estrelas mais memoráveis. Este beagle com complexo de Walter Mitty ( as coisas que se aprendem a posteriori... ) enredava-se e a nós também nas suas representações de personagens aventureiras com as quais sonhava no tecto da sua casota.
E quem fala em Snoopy fala em Woodstock, o passarinho desgrenhado e amarelo que o acompanhava fielmente.
Qualquer uma das outras figuras tinha traços de personalidade bem distintos e isso só enriqueceu as vidas dos que assistiam aos episódios na TV, até a professora do Charlie Brown vive ainda na minha memória com o discurso próprio de quem fala debaixo de água...
Longa vida, meu amigo Charlie Brown e parabéns a você, nesta data querida...
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