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Entre noite e dia

por Torradaemeiadeleite, em 17.07.17

 

A temperatura cai e denuncia a luz diurna, mas o silêncio mantém-se - a queda não move ar, nem chão - só a pele vibra essas notas inaudíveis da rotação sobre si mesma.
Mas breve, o filtro impõe-se: sublima o véu que resguarda o corpo da transição dos sentidos para a consciência.
E a cor muda, e a cor acrescenta, e a cor sobre tudo se engrandece.
E a noite muda, e a noite emudece, e o acorde puro cala-se.
Neste despertado senso, frente-a-frente com a denunciada queda, há pardais que resolvem o sobressalto imitando, dentro de seus bicos abertos, o amarelo quente da certeza do dia e os estilhaços da visão estelar agora fendida.

 

 

Travis

 

 

Ilustração de Travis Bedel.

 

 

 

 

 

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Planear, proteger, habitar

por Torradaemeiadeleite, em 29.06.17

 

 

 

 

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Balões incan(descentes)

por Torradaemeiadeleite, em 23.06.17

 

 

Fotografias de Torradaemeiadeleite. Junho 2014 e 2015.

 

 

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Torrada à sombra

por Torradaemeiadeleite, em 20.06.17

 

 

 

 

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Rimar com feriado

por Torradaemeiadeleite, em 15.06.17

 

 

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Torrada com cereja

por Torradaemeiadeleite, em 31.05.17

 

 

 

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Meia torrada

por Torradaemeiadeleite, em 27.05.17

 

(...) Tudo corta, tudo fere. Só o uivo e o uivo só combate, ainda, onde o corpo de insónia se retorce e onde o silêncio de pedra se tinha fendido no início da manhã, de uma só vez e sem aviso.
Agora é preciso que tudo arda, inflamado de oxigénio e daquela centelha dos sentidos, para perder-se o redor que violenta, para ficar leve a ruína que esmaga um peito que se entrega à desrazão, para escapar das chamas insulares na jangada rareada de átomos. (...)

 

 

em "É Preciso Que Tudo Arda", Torrada e Meia de Leite.

 

 

 

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Do domínio da Astronomia

por Torradaemeiadeleite, em 29.04.17

 

 

 

 

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Rés-do-chão poente

por Torradaemeiadeleite, em 24.04.17



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Laranja colhida

por Torradaemeiadeleite, em 14.04.17


Colhe-me uma laranja 
para que eu rasgue a cor madura
que tolhe a sua lividez
e esconde a morte pronta do fruto.
Colhe-me uma laranja
e espalharei o grito impossível da ferida, 
que nenhum poente é agora doce 
e o fragor interno ficou menos
do que um breve choro inaudível.


 

 

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Sábado

por Torradaemeiadeleite, em 25.03.17

 

 

 

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Música na fotografia: Luna, de Silvia Perez e Ravid Goldsmidtch.

 

 

 

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Não leio, não escrevo

por Torradaemeiadeleite, em 24.03.17

 

 

Não leio, não escrevo
ressaco
alucino
dilacero.

Não leio, não escrevo
amordaço
diminuo
fustigo.

Não leio, não escrevo
brutalizo
saqueio
e mutilo.

 

Vivo
nas vezes que me mato
Adiado
nos segundos que vivo.


                                                                       *(de Setembro.2014, reescrito)


torradaemeiadeleite


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Into the blue

por Torradaemeiadeleite, em 27.02.17

 

Eu subiria até o ar me faltar e o azul saturado ceder sob a mudez do espaço negro.
Aí eu me quedaria, no colo imenso da inconsciência, para que o segredo da morte soprasse em meu ouvido a sedução do que é inexplicável.


torradaemeiadeleite

 

 Fotografia de Torradaemeiadeleite. Fevereiro de 2017.

 

 

 

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O Torrada e Meia de Leite a ser ele próprio II

por Torradaemeiadeleite, em 05.02.17

 

 

 

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