Gosto de fotografia e gosto de livros. Ainda bem que há muitos mais assim, embora só de vez em quando apareça um que resolve expor-se mais e tornar-se o herói dos restantes. Refiro-me ao(à) autor(a) do blogue Acordo Fotográfico que deixa de lado a timidez, algo que me tolhe frequentemente e regista com as imagens e com a conversa os hábitos de leitura daqueles com quem se cruza.
Sigo com prazer os resultados desta boa ideia, felicito-a e recomendo-a.
Interrompo a minha ausência para desejar a todos um bom 2012!
"I´ll be back".
Quando Kurt Cobain gritava I feel stupid and contagious parecia pintar-me o retrato a cores. Ainda hoje mo pinta.

Fotografia de Torradaemeiadeleite ( Nossa Sra da Graça - Badim, Monção ).
Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
"A gente vai continuar" (1982) - letra e música de Jorge Palma.
"se deus viesse à terra dos trabalhadores poderia encarnar numa embalagem destas. eu entenderia que deus fosse uma neoblanc azul denso activa com pernas e braços e uns olhos a sairem daqui de dentro, porque é muito bonita, não respinga e cumpre a sua função como nenhuma outra."
Maria da Graça, mulher-a-dias ( personagem de "o apocalipse dos trabalhadores" de valter hugo mãe ).
Na cidade invicta tonturas de Verão e visões plenas de mar, nos redutos da geografia de Portugal o Outono de lento recobro e tímido pulsar.


Dando continuação a um tema deixado para trás, relembro esta capa dos Pink Floyd para o CD The Division Bell de 1994. O design da capa é da autoria de Storm Thorgerson. As cabeças de metal, propositadamente esculpidas por John Robertson para uma sessão fotográfica nos campos de Cambrigdeshire ( que demorou "apenas" duas semanas até se conseguir o efeito dramático desejado ) mediam 2,74 m e pesavam, disse-me a minha "fonte", o equivalente a um carro familiar.
Um trabalho assim exigente assinalou ainda o último trabalho de estúdio dos Pink Floyd que vendeu ( respirem fundo... ) 12 milhões de unidades. Para números de peso, uma capa nada menos que inesquecível.
O Prémio Príncipe das Astúrias para as Letras de 2011 foi atribuído ontem, 01 de Junho, a Leonard Cohen: "pelos seus poemas e canções, pela exploração que faz, com profundidade e beleza, das grandes questões que acompanham a humanidade". É quanto me basta.
. Novo Ano
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