Gigantes de granito adormecidos, rios indomados, árvores guerreiras dum tempo desencontrado, caminhos desgastados, antigos e rudes, terra escura sob um manto verde, assim é o meu chão!
Admiro-lhe a coragem, a vida que luta até hoje num lugar às vezes esquecido, outras tantas magoado...
Os filhos partem para outros chãos, levam a saudade do que foi e do que poderia ter sido. Nem todos ousam voltar, o reencontro pode ser sofrido, de queixumes baixinhos e suspiros silenciosos.
Há filhos que te clamam, que almejam pelo teu vento no mais alto promontório, pelo teu Sol na mais linda tarde de Maio, pela neve do teu Inverno rigoroso, pelas tuas fontes centenárias, pelos mergulhos nos riachos escondidos...
Filhos que não esquecem o teu rosto de centeio, o teu colo vestido de negro, tronco de carvalho velho, cheiro de terra molhada, cabelo de flores selvagens, mãos de urze, alma lutadora e coração de luz!!
Atrevo-me a amar-te, consciente do quanto poderei sofrer...