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Património reconhecido!

por Torradaemeiadeleite, em 25.07.08

 

 

Fotografia de Kceuppens ( Flickr ).                                                       

 

Parece-me consensual que a Natureza do nosso Parque Nacional é singular, grandiosa e selvagem mas este consenso tem agora o reconhecimento de entidades além-fronteiras.

O trabalho desenvolvido pelo Parque para um desenvolvimento sustentável,  manutenção e protecção ambientais,  gestão do turismo e das interacções homem/natureza, bem como a existência  de áreas naturais sem qualquer intervenção humana e com flora e fauna únicas, valeram ao Parque Nacional Peneda-Gerês a entrada num "clube" selecto e restrito: a rede de PanParks da Europa.

A certificação chegou no dia 27 de Junho e coloca a Península Ibérica no mapa das melhores áreas naturais da Europa.

A Fundação PanParks, filha da WWF ( World Wild Fund for Nature, aquela que tem o panda como mascote... ), elege desde 2002 os locais da Europa que conseguem aliar a uma Natureza única e selvagem as condições necessárias para um turismo responsável, de qualidade e impulsionador, ele próprio, da protecção ambiental. A lista tem agora 11 eleitos e o nosso Parque veio pôr equilíbrio na distribuição geográfica já que o mais próximo de nós se encontrava em Itália e os restantes se distribuíam mais para leste, mostrando assim que a Europa é valiosa também pela sua diversidade.

A PanParks não tem fins lucrativos e o seu objectivo maior é ajudar a proteger, respeitar e preservar  um património insubstituível. Para que isto aconteça nada melhor que dar a conhecer e divulgar essa mesma riqueza e despertar em cada visitante o desejo de perpetuar as  sensações e actividades únicas que  experimenta nesses territórios.

Vale a pena espreitar o que a PanParks escreve sobre o seu membro mais novo.

Parabéns, Parque Nacional Peneda-Gerês!

 

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Futurologia?

por Torradaemeiadeleite, em 21.07.08

 

  Imagem de "SOA Architects"

 

Dickson Despommier é professor de Saúde Pública na Universidade de Columbia ( E.U.A. ) e desenvolveu com os seus alunos uma ideia curiosa, as “quintas verticais” , com as quais prevê disponibilizar no coração das grandes cidades hortas ou quintas biológicas.

Desde 1999 o projecto tem sido estudado e discutido nos seus diferentes aspectos ( económico, energético, sustentabilidade, arquitectónico,… ) revelando-se inclusive utópico para uns e possível, em certa escala, para outros. Na visão do seu autor permitiria alimentar até milhares de pessoas ( pensando em estruturas com 30 andares ou mais ) e possibilitaria ter produtos frescos e de maior qualidade logo ao "virar da esquina".

O facto da quinta se desenvolver em altura prende-se obviamente com a falta de espaço associada a uma grande cidade e as variações arquitectónicas deverão levar  em conta a envolvência  e os tipos de culturas a explorar. Em qualquer das soluções, está contemplada a utilização exclusiva de fontes de  energia renováveis e medidas para reduzir o desperdício de recursos.

Enquanto os envolvidos fazem as contas e estudam a viabilidade desta ideia no futuro, vou mergulhando nas imagens disponibilizadas e penso ainda nas explorações que já fazem da hidroponia (  técnica muito apropriada a este tipo de projecto ) uma actividade diária e de sucesso, um pouco por todo o Mundo ( no Luso também... ).

Quem se atreve a afirmar que a agricultura terá sempre o mesmo rosto?

 

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Os dias que passam (III)

por Torradaemeiadeleite, em 18.07.08

 

 Fotografia "Into the Light" de Torradaemeiadeleite ( Castro Laboreiro ).

 

Em Fevereiro deste ano, os dias que passavam também eram quentes e não faziam prevêr a chuva e o frio que só mais tarde chegaram. Agora já temos a temperatura mais de acordo com o mês mas suspiro de cansaço... Não tenho o gene que me faz correr para a praia e o que faz adorar o calor sofreu uma mutação. Dou então por mim a suplicar pela frescura dos 20º ou 21º e a temer pelos próximos Verões.

Entretanto, nas horas vagas, vou brincando com a luz de Julho porque as férias ainda tardam...

 

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Ora aí está... definida por um sapato!

por Torradaemeiadeleite, em 09.07.08

 

 

"Dutch Wooden Shoes", fotografia de Andre Smit.

 

Há já algum tempo que tenho vindo a adiar este desafio que a minha amiga Magnólia me fez: com 5 palavrinhas definir os pilares da minha personalidade.

Bem, não queria limitar-me a escrever as tais palavras ( todas hiper elogiosas... ), eu pretendia sobretudo uma forma diferente de o fazer.

Sou bastante relutante àqueles testes rápidos que avaliam a nossa personalidade com umas respostas limitadas e de cruz, mas não o suficiente para os considerar um provável ponto de partida para esta tarefa adiada, sempre poderia contestar os resultados e servirem eles próprios para mostrar a minha antítese.
Resultou algo divertido, talvez pela leveza com que os encaro e pela minha tolerância ( olha, aqui está uma palavra que me identifica... ).
Penso até que todo o desenvolvimento que vos vou apresentar de seguida representa, por si só, o modo como me vejo. Estejam atentos se tiverem "pachorra" para isto!
Já tinha visto em vários blogs este site, o
blogthings.com que nos diz, por exemplo, que personagem da Rua Sésamo somos, em que tipo de estádio freudiano estamos, que ornamento natalício seremos, até que idade viveremos, enfim, há para todos os gostos e  trata de todas aquelas constatações importantes que determinam o nosso caminho cá pela Terra! Cliquei no que me perguntava que tipo de sapato sou eu ( tinha que começar por algum lado... ).
Fiquei estupefacta com a resposta, pois nem tenho nada parecido... umas socas ( clogs )!! Pronto, estava à espera de quê?
Mas depois li a personalidade das socas e até concordei. Traduzida ( e a própria tradução também pode ser reveladora... ) reza assim: "é uma pessoa sólida e terra-a-terra que procura, e quase sempre consegue, um equilíbrio saudável na sua vida. Tem algum estilo mas não prescinde do conforto. Ajuizada  ( ou nem tanto ), dada a palavrões e calma ao mesmo tempo, você é uma miscelânea perfeita de contradições! Aconteça o que acontecer, você continuará firme e hirta na sua vida e as pessoas sabem que podem contar consigo! Você deveria viver na Europa  ( cá está o teste tipicamente E.U.A. ) e trabalhar numa empresa que ajude o Mundo ( do chocolate... )".

Se quiserem confirmar é só clicar
aqui
.

Voilá! Comecei por uma brincadeira e acabei por revelar um pouco de mim. Minha cara Magnólia espero não te ter desiludido e que consideres válida a resposta ao teu desafio!

 

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Imagens de Centeio

por Torradaemeiadeleite, em 04.07.08

 

Conheço o ondular das searas de centeio e a sua cor dourada pelo Sol de Agosto, parecem cabelos sedosos e soltos, lindos brinquedos do vento do fim da tarde.

Sei como se lamentam as suas espigas quando os braços de homens e mulheres as fustigam com o malho indolente e revejo em cada eira as mantas que acolhem os grãos em queda miudinha.

Conheci também os ruídos da máquina debulhadora nos tempos em que se semeava mais cereal e se dependia mais dos seus proveitos e como eram lindas as medas ordenadas à volta da eira, cada espaço cativo do seu dono, ano após ano! Várias eiras em cada aldeia e muitas medas, de diferentes tamanhos, em cada uma delas.

Lembro-me da confusão dos chamamentos, dos comentários apimentados, da poeira à volta da máquina e dos sacos de pano gordinhos de centeio. Havia tarefas para todos, graúdos e miúdos, e que longos eram os dias nesses verões transpirados…

Conheci os moinhos e os caminhos tortos que levavam até eles, as águas que comandavam as mós incansáveis e monótonas para torturarem o grão e torná-lo farinha, e lembro-me bem da fina camada branca que vestia o interior escuro das paredes de granito.

Na masseira grande com tábuas de carvalho já enegrecidas, a minha avó misturava os ingredientes. Os movimentos das suas mãos, fechadas em punho, obedeciam a uma cadência que ela ainda conhece bem mas já não consegue repetir. A massa ouvia solenemente uma reza: “São Mamede te levede/ São Vicente te acrescente/ São João te faça pão/ Nossa Sra. te ponha a sua divina mão/ Pela Graça de Deus e da Virgem Maria, Ámen “. Depois de afagada pelo calor de mantas e já levedada, era dividida em porções colocadas nas tábuas largas de madeira. Transportadas até ao forno comunitário, já limpo, quente e pronto para cozer o centeio preparado, novamente se rezava: “Cresça o pão no forno e o Bem de Deus pelo Mundo todo/ Saúde aos trabalhadores e aos benfeitores/ Bruxas e zângãos para debaixo do forno”.

Conheço bem o gosto que tem a “tenda”, uma porção mais pequenina  que se tirava mais cedo do forno para saber se a proporção dos ingredientes e o tempo de levedura tinham sido os correctos, antecipando assim o sabor do pão. Ainda quente, simples ou com manteiga, reconfortava os que aguardavam o momento certo para abrir a porta e transportar os pães de volta a casa.

Mas tantas tarefas e árduo labor são, enfim, coroados por este bem maior… fazer do ouro em grão o pão que nos sustém!

Para mim, faz sentido este elogio. Esquecemos com relativa facilidade a importância que o pão tem nas nossas vidas e quanto da história e cultura humanas lhe está associado. É ainda um alimento simbólico, cheio de religiosidade e com um elo muito especial ao ser feminino.

Faz também sentido porque lhe associo memórias pessoais e colectivas, como as que puderam ler, e faço dele  um testemunho intemporal…

 

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