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Paleontologia

por Torradaemeiadeleite, em 29.04.09

                                  

                         

"Arnold Layne" nasceu em 1967 e é o primeiro single dos Pink Floyd

Escrita pelo inesquecível Syd Barrett, aborda o travestismo e é considerada uma canção emblemática do rock psicadélico de então.

Vale a pena desempoeirar este fóssil!

 

Nota: obrigatório  também  espreitar  "See Emily Play", o 2º single da banda nascido no mesmo ano.

 

 

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Os bonecos da crise

por Torradaemeiadeleite, em 28.04.09

 

 

Cartoon de Mihai Ignat. 

 

O XI Porto Cartoon World Festival, que será apresentado no Museu Nacional da Imprensa, propôs para este ano o tema "As Crises" e ao seu desafio corresponderam 500 artistas, de 70 países diferentes, num total de 2000 trabalhos.

O cartoon vencedor é assinado por um artista romeno, Mihai Ignat e recolheu a unanimidade do júri. Destacam-lhe a subtileza da mensagem revelada, por exemplo, no facto dos desenhos estarem incompletos ( e portanto um fim da crise ainda por anunciar ) e na representação de diferentes classes sociais ( a crise não só afecta todos como depende de todos para ser resolvida ).

O 2º lugar foi atribuído ao "nosso" Augusto Cid  e o 3º ao polaco Zygmunt Zaradkiewicz.

O júri destacou ainda 11 trabalhos aos quais atribuiu menções honrosas.

 

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O Abril da Revolução

por Torradaemeiadeleite, em 25.04.09

 

 

Fotografia de Eduardo Gageiro, 25 de Abril de 1974.

 

 

Vou espreitar fotografias  e relatos na Rádio Renascença.

 

 

 

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Eeeh láááá!!... tu queres ver que...?

por Torradaemeiadeleite, em 24.04.09

( ou ainda... Do pensar ao fazer ainda vai alguma distância. )

 

 

 

 

 Imagem "googlada".

 

Receei, por instantes, que as minhas aventuras fotográficas não se repetissem... Recordam-se dumas "ondas cerebrais a fazer ricochete" e "revoltosas" que senti há dias? Pois  está confirmado, na prática, que essas ondinhas invisíveis têm o poder de mover dispositivos electromagnéticos ( a.k.a robôs ) e , como se não bastasse, agora podem fazê-lo a grandes distâncias ( assim como 1500 Km ).

A experiência mais recente que me fez tremer e temer pelo pior decorreu entre Genebra e o Laboratório do Instituto de Sistemas e Robótica da FCT de Coimbra. Vou simplificá-la: Sara Gonzales e Rolando Grave, dois cubanos a trabalhar no Hospital Universitário de Genebra, concentraram-se num ponto luminoso à direita no ecrã do computador e, em Coimbra, um robô virou à direita.  Concentraram-se depois noutro ponto luminoso à esquerda e o robô virou à esquerda. A monitorizar a participação lusa estavam o português José Prado e o iraniano Hadi Aliakbarpour.

Imaginem as possibilidades que daqui podem nascer!

Transponham agora esta experiência bem sucedida para o meu plano pessoal e compreenderão o tremor e temor iniciais de que vos falei: alguém concentrado na minha máquina fotográfica, caladinho e sossegadinho, impede o seu correcto funcionamento e consegue finalmente vingar-se do meu espírito chato e inoportuno. Lá se vão as fotografias espontâneas, lá se vai a fotografia tipo "kinder surpresa" e ainda os posts de "toma lá que é p'ra aprenderes!!". Triste, muito triste...

O crime perfeito, sem impressões digitais ou outras provas materiais e, no fim, aquela frase perversa disfarçada de inocência: "eu??... mas eu nem me mexi!!..."

Felizmente a minha máquina não tem rodas nem os sensores necessários para perceber ordens electromagnéticas e, que eu saiba, as mentes que costumam rodear-me não têm poderes paranormais, portanto, respiro de alívio. 

Só assim o meu espírito "entediante" pode ameaçar: I'll be back!!

 

  

Nota: espreitem aqui para saber os pormenores desta experiência tão promissora.

 

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Novo fôlego?

por Torradaemeiadeleite, em 22.04.09

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

Renovação. Reinvenção.

Muitos artistas ( os bons, a meu ver... ) enfrentam, em algum momento das suas carreiras, a necessidade de repensar a sua obra. Parece-me desejável e muito saudável. Para o bem da sua criatividade e para respeitarem o público que os aplaude, é fundamental evitar a monotonia, o desgaste ou a repetição.

É assim com Joaquín Salvador Lavado,  cartoonista argentino, filho de emigrantes espanhóis e criador da menina mais inconformada do planeta, Mafalda.

É mundialmente conhecido por Quino e dirigiu-se recentemente aos seus leitores através duma carta nas páginas do "Clarín", o jornal de Buenos Aires onde continuava a desenhar. Pede ao seu público que não encare a interrupção do seu trabalho como uma despedida, mas antes como uma pausa para reflexão que espera ser breve.

Os tempos mudam, os conflitos e o Mundo também. Certamente Mafalda continuará a ter muito para contestar, para se indignar e, sem dúvida, muitos pratos de sopa para recusar... 

Esta menina reguila  analisa a Humanidade desde 29 de Setembro de 1964, com muita perspicácia e sentido de oportunidade e eu não gostaria de a ver agora repetitiva ou incapaz de se superar.

Espero então pelo regresso de Quino.

Admiro as mentes que não se encostam a fórmulas vencedoras, que procuram novos moldes e roupagens para o seu trabalho, mais ainda quando o fazem aos 76 anos. Dá-me esperança.

 

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Vou ali e já volto!

por Torradaemeiadeleite, em 20.04.09

 

 

  Fotografia de Torradaemeiadeleite, Parque Nacional Peneda-Gerês.

 

O carro encostou à berma, no interior alguma impaciência ( não ouvi, mas  as ondas cerebrais faziam ricochete em mim: "arre!... que chata! raio de mania..." ). Saí à pressa mas decidida, já nada me poderia deter.

Na vizinhança do asfalto a vegetação era caótica mas atraente.  Um e outro click, algumas tentativas frustradas de enquadramento e, por fim, esta flor isolada. 

O meu rebento já corria ao meu encontro, amparado pela avó;  desesperava por sair do carro e  estava inconformado com o regresso a casa. Pegou numa pedrinha para levar com ele e, desta vez, deixou que o sentasse na cadeirinha sem protestar e sem medir forças com os  pais.

Foi quando revi a foto que me apercebi do brinde alado "escondido" nas  hastes daquela musa e pensei que tinha valido a pena ser bombardeada com as tais ondas cerebrais revoltosas.

Ali estava, a Primavera na beira da estrada... e à distância de uma chata!

 

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Wednesday blues

por Torradaemeiadeleite, em 15.04.09

Há dias assim e não posso culpar a chuva... Gosto dela, acreditem!

Apetece-me ficar no ninho e não posso fazê-lo,  de todo! As minhas obrigações não se compadecem com os meus estados melancólicos... 

E pareço ainda querer alimentar estes blues.

Apetece-me este clássico dos The Smiths interpretado por Neil Hannon, a voz irlandesa inconfundível dos The Divine Comedy.

   
 

 

 

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Tempos de ontem e lugares de hoje

por Torradaemeiadeleite, em 07.04.09

Estava preparada. Sabia com antecedência que o episódio a não perder seria o do dia 5 de Abril. Avisei os de casa.

Tínhamos até presenciado, em Fevereiro, a  equipa técnica a assentar arraiais e toda a agitação que o logotipo RTP pode provocar numa terra menos conhecida.

Sou espectadora da série "Conta-me como foi" e o final do episódio anterior era já o prelúdio para este especial de domingo passado.

Os Lopes deixaram Lisboa rumo à aldeia natal do casal, mais ou menos a 300 km da capital ( sem pontos cardeais, que isso não é relevante ). A avó Perpétua encontrava-se gravemente doente.

Ei-los que vão, 6 amontoados no Austin Marina, sem cintos e com farnel, numa viagem longa e cansativa ( como tudo era distante há mais de 30 anos! ).

Os meus olhos brilharam em cada ponto da viagem, à vista das aldeias, das pontes, da igreja, dos caminhos e das casas, dos montes, das capas das mulheres e dos tanques de lavar a roupa. Tudo me pareceu ainda mais belo porque a televisão tem este poder. Jantei à pressa e colei-me ao ecrã.  E ali ficaria, horas a fio.

Castro Laboreiro brilhou como cenário duma aldeia da qual não se sabe o nome, vivida à maneira de 1970.

O Sol envolvia toda a terra e revelou ainda mais o seu potencial.

Gostei muito, até caras conhecidas tiveram os seus segundos de fama como figurantes.

Se tiverem tempo vejam uma parte do episódio, já a seguir, onde estão algumas das imagens que mais gostei.

Os  habitués do blogue poderão  reconhecer alguns recortes da paisagem, lugares e o rio visto da ponte onde pai e filho conversam.

 

                                

 

 

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Em Abril, amêndoas mil...

por Torradaemeiadeleite, em 03.04.09

Tem sido nas montras mais tradicionais que tenho descoberto uma curiosa variedade de amêndoas, umas mais engalanadas para a Páscoa do que outras, de diferentes proveniências ( as francesas são apelidadas de "autênticas" ) e  cores ou sabores contrastantes. Apetece experimentar todas mas o preço ajuda a apaziguar tanta vontade...

Nos supermercados instala-se a monotonia, as mesmas marcas e as habituais coberturas, ano após ano, constrangem um pouco a minha escolha.

Nestes últimos dias descobri preciosidades e todas habitavam  nas lojinhas mais labirínticas e antigas destas mui nobres ruas portuenses.

Como gosto destas diferenças!! E como é bom ter poder de opção!

E como tudo na vida deveria ser assim...

 

 

   Comércio tradicional no Porto - fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

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