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As pontes

por Torradaemeiadeleite, em 30.05.09

Hoje é o dia para relembrar o primeiro esforço gráfico... 

Aqui, a meio do texto, a imagem de cabeçalho do "Torrada" no seu nascimento. Um crop duma fotografia que tirei em 2003, num dia de chuva que não conseguiu ensombrar um memorável passeio pelo rio Douro.

Mais alguns trabalhos viriam depois, menos pessoais, até chegar ao actual, o de uma folha outonal imperfeita  e com  finos fios tecidos sobre ela, novamente um pormenor duma fotografia minha.

 

 

 

 

O título sobrepunha-se com letras brancas, descentralizado e chegado ao canto inferior esquerdo, onde interferia menos com a imagem de fundo.

Sempre sem descrição do blogue, que nunca o consegui definir em poucas palavras e sempre com significado: as pontes, as muitas pontes que podemos construir ao longo da vida e ainda a aproximação que podemos fazer dentro de nós mesmos a lugares que, por vezes, teimam em manter-se inacessíveis.

Por último, a identificação com a cidade do Porto, o meu outro porto de abrigo.

Foi há dois anos...

 

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Lembrete

por Torradaemeiadeleite, em 28.05.09

A 79ª Feira do Livro do Porto já vive na Avenida dos Aliados. Até ao dia 14 de Junho poderemos disfrutar dos novos pavilhões e do regresso ao ar livre deste valioso certame.

Nos dias de semana a feira abre às 12h30 e encerra às 20h30. Nos fins-de-semana e feriados o horário é mais alargado: das 11h00 às 23h00.

Os livros saíram dos Aliados há 34 anos, passando para a Rotunda da Boavista ( onde aliás  conheci a feira pela primeira vez ) e depois para o Palácio de Cristal ( Pavilhão Rosa Mota ).

Eu celebro este regresso, o tempo até está a ajudar e  não posso deixar de lá ir!

 

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Reservas de Ouro - a continuação

por Torradaemeiadeleite, em 27.05.09

 

 

 Fotografia de Torradaemeiadeleite ( Castro Laboreiro - Parque Nacional Peneda-Gerês ).

 

Em Outubro de 2007 escrevi um post sobre o significado e a importância das Reservas da Biosfera. À data, Portugal era o feliz contemplado com 3 destas distintas áreas determinadas pela Unesco. Preparava ainda a candidatura para a Ilha das Flores e para o Parque Internacional Peneda-Gerês/Xurês ( esta em conjunto com a Espanha ).

Eis que chega o dia 26 de  Maio de 2009 e com ele a aprovação pela Unesco daquelas candidaturas!

É pois com orgulho que vejo, de novo, o reconhecimento internacional da nossa riqueza natural bem como cultural, uma vez que são essenciais para  aquela denominação a sustentabilidade ambiental com o envolvimento das comunidades presentes nestes territórios.

 

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O regresso ao futuro de Ida

por Torradaemeiadeleite, em 26.05.09

 

 

Frame do documentário televisivo da National Geographic "Darwin e a Árvore da Vida".

 

Na semana passada rendi-me a um bouquet de improbabilidades que me foi oferecido pela notícia da descoberta dum fóssil oriundo do Lago Messel, na Alemanha.

Conjugaram-se, no mesmo espaço e tempo,  fenómenos já de si raros e  devidamente sintonizados permitiram revelar, com 47 milhões de anos de intervalo, uma espécie  que não se sabia ter existido, bem como os seus hábitos de vida e envolvência natural.

Qual a probabilidade de encontrar um fóssil com aquela idade? Qual a probabilidade desse fóssil pertencer à ordem dos primatas? De apresentar 95% do seu esqueleto lindamente preservado, mais ainda com o perfil cutâneo visível a olho nu e a última refeição ainda identificável? Para mim já bastava, mas saber que tudo isto traz informações acerca da Vida numa época geológica  ( o Eoceno ) que é um ícone da proliferação dos mamíferos e que guarda os ingredientes da separação dos primatas inferiores ( lémures, lóris,... ) dos superiores ( grandes símios, Homem,... ), dá a esta descoberta uma aura enigmática e a comichão miudinha que um segredo por revelar costuma provocar.

Por tudo isto, o Darwinius masillae já tem lugar de destaque nos futuros compêndios da História Natural!

Fiz uma pequena revisão das notícias que falavam de Ida, o nome carinhoso que atribuíram àquela jovem fêmea fossilizada. Afinal, títulos como  "elo perdido" ou "avó" são exageros mediáticos sensacionalistas e que carecem de rigor científico.

Não foram encontrados elementos que coloquem Ida no mesmo caminho que viria a ser o dos humanos e, em entrevista, os seus descobridores apenas se atrevem a chamar-lhe "tia-avó".

Nesse lugar da árvore genealógica, Ida não pode contribuir directamenre para a genética que nos distingue como espécie mas, como um parente que não sabíamos existir e nos é revelado agora, aproxima-nos do verdadeiro passado da nossa "família" e esclarece um pouco as nossas relações com outras "famílias".

Confirmei o que já intuía, que não devemos reduzir a escala da Paleontologia e das ciências da Vida, em geral, à escala da espécie humana.

O nosso ego tem este dom de mitigar as provas que dizem mais respeito a outras espécies e que são, sem dúvida, valiosas para o estudo da evolução biológica no nosso planeta.

Esquecemos repetidamente que ao conhecer os outros elos biológicos estamos também a conhecer-nos a nós próprios. É fundamental interiorizarmos que não vivemos isolados como espécie e, embora fascinantes,  representamos "apenas" o papel dum fruto novo numa enorme e antiga Árvore da Vida.

Bem-vinda ao Holoceno, Ida!

 

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"Google it", já dizia o Dr House.

por Torradaemeiadeleite, em 20.05.09

 

 

 

Gosto do Google também por isto, por esta atenção às notícias fresquinhas, concretizando-as com engenho no seu logotipo. Já foi assim com a celebração do nascimento de Darwin, com o Dia da Terra e desconfio que depois de amanhã, por ser Dia Mundial para a Biodiversidade também terá "algo na manga"...

Mas a propósito daquele pequeno fóssil no logo, que erradamente poderá parecer mais um ( e vejam como  se banaliza a descoberta de fósseis !!... ), estou já a preparar um post. Ai de mim deixar vestir de invisibilidade este tema e estas descobertas! Mas gosto de o fazer com calma, atentar nos detalhes, escrever mais algo para além do título da notícia.

Até breve, portanto!

 

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Onde está a Arte Popular Portuguesa?

por Torradaemeiadeleite, em 18.05.09

 

 

 

No Dia Internacional dos Museus junto-me simbolicamente aos que lutam por uma casa para acomodar dignamente e expor ao público o espólio do Museu Nacional de Arte Popular. Há 3 anos que todo o património do MNAP se encontra encaixotado algures no espaço do Museu Nacional de Etnologia ( no Restelo ), privado da exposição e da divulgação que merece.

Nas instalações que antes abrigavam a Arte Popular nascerá o Museu da Língua Portuguesa.

Só agora tomei conhecimento destes factos. Percebo que não conheço ainda todos os argumentos das partes envolvidas nesta discórdia mas fiquei curiosa e interessada. Seguirei atentamente as notícias que me guiem até às peças da arte popular portuguesa.

Toda a história do MNAP pode ser acompanhada no blogue com o mesmo nome.

 

P.S.: a imagem do post é um dos desenhos que a minha avó bordou num lenço branco de algodão há muitos, muitos anos. Ela é a digna proprietária de 93 anos de vida, adquiridos recentemente.

 

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A Divina Comédia

por Torradaemeiadeleite, em 15.05.09

Depois de ter apresentado a voz numa interpretação dum clássico dos The Smiths,  legitimo agora o lugar que The Divine Comedy merece neste blogue. Dois originais  em registos diferentes e com letras para não ignorar .

 

                       

 

 

 

 

 

 

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Curta-metragem

por Torradaemeiadeleite, em 12.05.09

 

  Fotografia de Torradaemeiadeleite ( Castro Laboreiro, Maio 2009 ).

 

Nestas escadas quase abandonadas demoro-me mais.

A sua intimidade antiga gera na minha mente imagens que a técnica pode mostrar apenas em parte. Nada, a não ser que eu soubesse realizar filmes, poderia aqui juntar as vizinhas que se cumprimentam enquanto sobem a escada para casa, talvez com um braçado de lenha para compor o lume ou com as couves para o caldo aconchegadas no mandil dobrado... "quê, Maria? ai que se chegar ó lume..." e a saia negra balouçando com o movimento dos joelhos em esforço, o lenço a descair da cabeça, a trança comprida e matizada de branco a espreitar o  anoitecer.

As sombras precipitam-se muito cedo no Inverno e já se cruzam no caminho os cães de boca negra que acompanham o gando até à corte. Ladram anunciando a sua chegada e sobrepõem-se às vozes dos pegureiros e aos chocalhos das vacas e dos rebanhos.

É tempo de ultimar as tarefas.

Sente-se o frio da noite chegar mansinho mas decidido, o fumo espalha-se na casa como lá fora, é como um manto de névoa que se insinua devagar  e não tem intenção de sair.

A candeia revela os vultos no escano, arqueados sobre o fogo mortiço ladeado pelos potes e só o vai-e-vem da colher, que tilinta na malga e o sôfrego sorver daquela quentura nutritiva quebram a solenidade do recolhimento.

A conversa flui aos poucos, hoje não há novidades. Corta-se mais um bocado de pan ( este ano foi rico em centeio ) e mais um bocado de carne de porco.

Pelas frinchas do sobrado velho vem o bafo quente dos animais na corte; o chocalho teima em acompanhar os movimentos dos que ruminam.

E ruminam pensamentos os que na casa determinam ainda as tarefas do dia seguinte.

Talvez a Maria e as filhas venham fazer seran...

Ouve-se claramente  o ladrar dum cão numa aldeia vizinha que acompanha fielmente as horas desta noite antiga.

Nestas escadas quase abandonadas...  

 

mandil = avental

gando = gado

pegureiro = o que guarda o gado, pastor

pan = pão

seran = serão, fazer serão

 

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O desejo servido numa taça de cristal

por Torradaemeiadeleite, em 08.05.09

 

 

 Fotografia de Torradaemeiadeleite. 

 

Corpos voluptuosos, belos, transpirando frescura e sensualidade, resistem ainda ao meu desejo por desígnios dum prazer que  quero prolongado.

Fico quieta a admirá-los mas provocam-me sem misericórdia e deixo o seu brilho, a cor e a pele perfeitas invadirem os meus olhos quase extasiados.

Fantasio  ainda o nosso encontro mas, já rendida, precipito-me sobre eles e trinco aquela capa rubra de pecado, abuso sem pudor do seu doce interior e cumpro finalmente este libidinoso querer.

Sem culpa. Sem remorso.

 

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Percorrer novos caminhos

por Torradaemeiadeleite, em 06.05.09

Descobrir a doença antes que esta se manifeste parece idílico naqueles casos em que a genética ou os antecedentes familiares não podem desvendar nada e dar-nos o benefício da prevenção. Mas mais relevante ainda que a descoberta da doença  em fase assintomática, é a possibilidade de podermos actuar terapeuticamente num estado precoce e então conseguir melhor qualidade de vida do que em situações já comprometidas.

É neste contexto que a contribuição científica de Miguel Castelo Branco merece prémio ( Grande Prémio BIAL ). Professor auxiliar na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e director do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem, desenvolveu novos métodos que revelam a presença de processos patológicos no cérebro que só se manifestariam clinicamente com o passar do tempo e, portanto, quando já muito dano tivesse sido causado ou quando o processo se mostrasse irreversível. Neste rol incluem-se, por exemplo, o Glaucoma, a doença de Alzheimer e de Parkinson.

A identificação de biomarcadores moleculares é assim uma ferramenta valiosa para avaliar o momento oportuno e o modo mais eficaz da aplicação da terapêutica em diversas doenças.

Penso que se encontrou mais uma pequena peça do imenso puzzle que é o funcionamento do cérebro humano.

 

Podem saber outros detalhes aqui.

 

Ilustração "googlada".

 

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"Koniec"? Não... "a continuar"!

por Torradaemeiadeleite, em 05.05.09

É incontornável falar de Vasco de Oliveira Granja neste espaço pessoal. Mas sinto que já o deveria ter feito pois muito do meu gosto pela animação foi  incentivado pelo seu programa "Cinema de Animação" na RTP.

Curiosamente os desenhos que mais lembro são aqueles cujos autores tinham nomes quase impronunciáveis, vinham de terras que, na altura, me eram estranhas e cujos traços e técnicas eram os mais invulgares. Estes e muitos mais, reportam-me ao ecléctico e memorável momento televisivo dum senhor que se recusava a subestimar o mais novo dos seus públicos e lhes apresentava e explicava o trabalho das diferentes escolas de animação.

Por deixar indiscutível marca na minha formação cultural e por todo o trabalho que desenvolveu além da TV ao nível da BD em Portugal, lhe agradeço e o saúdo: até ao próximo programa, Sr. Vasco Granja!

 

                                    

 

                     "Seasons" - Filme de animação de 1969 de Ivan Ivanov-Vano ( Rússia ) 

                                       Música de Tchaikovsky.

 

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Ele anda aí...

por Torradaemeiadeleite, em 04.05.09

 

 

 

Finalmente o Inimigo Público está online! Penso que já não é notícia fresquinha mas só agora me apercebi.

Gosto de ver o outro lado dos assuntos sérios ou, como escreve o "Inimigo", ver aquilo que "se não aconteceu, podia ter acontecido"...

 

 

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