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Porto 1956

por Torradaemeiadeleite, em 29.01.13

No vazio da onda encontrei uma pérola.

Não é matéria calcificada no âmago dum ser marinho é antes matéria de sensações no coração dum citadino.

Caminhos e pessoas vivendo em  escarpas pesadas de história. O rio, presença que afecta tudo em seu redor.

Um amor que não é cego e expõe à luz a singularidade que é do Porto.

 


Realização e fotografia de Manoel de Oliveira, claro é e peróla será.

 

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Wild is the Wind

por Torradaemeiadeleite, em 27.01.13

Já conhecia a versão desta música cantada por David Bowie. Linda.

O original nasceu em 1957 na voz de Johnny Mathis. A meu ver, a "versão" superou-o.

Não sabia que Nina Simone a tinha cantado também ( gravou-a em dois álbuns, um de 1959 e outro de 1966 ).

Outro registo, claro, cada artista com a sua natureza. Rendi-me sem condições.

 

 

 

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Lugares para ler VI

por Torradaemeiadeleite, em 26.01.13

 

Gorbelas, branda da Gavieira. Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

As árvores, sempre as árvores. Verticais, sentinelas, estandartes, maiorais.

A pedra. Para erguer, para apoiar, para suster e para sentar.

A terra, tanta terra. Berço, alimento, suor e repouso.

 

 

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Dakar com sotaque algarvio

por Torradaemeiadeleite, em 21.01.13

"Ruben Faria venceu a última etapa do Dakar e recuperou este sábado o segundo lugar da classificação geral, garantindo o melhor resultado de sempre de um português na prova." 


Parabéns, Ruben!


Fotografia AFP.


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Gostos rolantes

por Torradaemeiadeleite, em 15.01.13

Da última vez que estive no Dakar, escolhi uma mota para  participar.

Continuo com o mesmo gosto.

É o confronto de escalas e a imponência do terreno que me trazem desassossego ao olhar. Não consigo ficar indiferente à resistência de um solitário perante uma inóspita imensidão.

Ao atravessar o Atlântico a prova manteve o nome mas, no meu entender, ganhou mais espectacularidade.

 

                    
Fotografia AFP.

 

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Gato com sol dentro

por Torradaemeiadeleite, em 12.01.13

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

Acordámos sob um tecto de nuvens carregadas. O Sol espreita para arco-íris bem pintados mas é o cinzento que se impõe.

Neve nas terras altas, sim, até a  luz tem uma intensidade que a denuncia, o ar fica diferente mesmo a tantos quilómetros da brancura. Fenómenos da física que iluminam com mestria este ar revolto.

A chuva impede-nos de fazer, a chuva aprisiona o olhar, a chuva é desconfortável. Para mim, essas limitações são atraentes em si mesmas. A oportunidade de pouco ou nada fazer é também uma bênção, o ócio é um ímpar lenitivo. Olhar para dentro é tão vital como olhar para longe. Sentir o desconforto faz-nos amar os gestos mais simples que aquecem, envolvem e apaziguam.

Há dias, li uma frase de Sophia de M. B. Andresen que se aninha aqui com muita oportunidade: "o homem actual perdeu o Tempo". Continuava mais à frente: "na minha infância e na minha adolescência os dias eram compridos e, apesar do colégio e dos estudos, cheios de horas livres, de demoras em que se podia cismar. Como disse Goethe, "o ócio é o trabalho do poeta"."

Conheci esse tempo - ninguém deveria ficar sem ele. Ter tempo para fazer o que a vontade manda, ter sobretudo a mais valia da escolha. Mais poetas nasceriam.

Apercebo-me das vezes em que o engano nos assalta quando dizemos "não tenho tempo". Por vezes gastamo-lo nas coisas erradas ou gerimo-lo pobremente. É importante dar voz às prioridades, saber o que nos é verdadeiramente necessário e, para tanto, é preciso tempo, do ocioso, mesmo cinzento - para reflectir, para admitir lucidamente que muitas das nossas "necessidades" são apenas um arremedo do que nos faz felizes.

Dia com promessa de chuva para cumprir lá fora porque cá dentro há sol.

 

 

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Incomplete

por Torradaemeiadeleite, em 10.01.13

Do último trabalho de Rodrigo Leão "Songs" ( de Dezembro de 2012 ) faz parte o tema inédito Incomplete cantado por Scott Matthew.

A maior parte dos restantes temas já vem de outros álbuns dos últimos seis anos.

A beleza e teatralidade do videoclip é do realizador André Tentugal  e da bailarina Catarina Oliveira, o som mais pop de Rodrigo Leão e a janela de luz é da Casa do Vinho Verde (sede da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, no Porto).


 

 


 

Outras participações vocais em "Songs": Sónia Tavares ( The Gift ), Neil Hannon ( The Divine Comedy ), Beth Gibbons ( Portishead ), Joan as  Police Woman, Ana Vieira e Stuart Staples ( Tindersticks ).



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Os dias que passam XII

por Torradaemeiadeleite, em 05.01.13

O indicador direito percorre o caminho paralelo à linha. O som dumas palavras é corajoso, o de outras é hesitante, como se alguma letra não devesse ali estar ou então faltasse. Arrepiámos caminho para confirmar. Sim, faz sentido, mas também podia ser outra coisa qualquer e teríamos algo novo.

Repetir as frases, repetir o texto desde o início. E então, de que é que fala? Mas porque é que dói, dói, dói? Porque é muito. Ah, então porque não escrevem "muito"? Porque assim dói mais.
Hoje é o dia D.

 

Imagem googlada.

"É dia!

O miau da Didi mia muito.

O dedo da pata dele dói, dói, dói.

A Didi dá leite ao miau."

 

 

 

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Sad but true

por Torradaemeiadeleite, em 03.01.13

 

(...)
I'm your truth, telling lies
I'm your reasoned alibis
I'm inside open your eyes
I'm you, sad but true.


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