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Ciber-aniversário

por Torradaemeiadeleite, em 30.05.13
Há seis anos à mesa deste café com uma Torrada e Meia de Leite.


Café Terrace, Arles - Vincent Van Gogh, 1888.

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Lá vai Lisboa

por Torradaemeiadeleite, em 28.05.13

 

 

 

Fotografia de Col. Chris Hadfield.

Acrescenta à fotografia: "Lisbon, port city. No wonder so many of the great sailing explorers were Portuguese".

 

 

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Os dias que passam XV

por Torradaemeiadeleite, em 27.05.13
Alguém pisou o vermelho e foi premiado. Parabéns, Vitória S.C.!

 

 

Fotografia de Enric Vives-Rubio/Público.


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Já nasceu!

por Torradaemeiadeleite, em 26.05.13

Tão novinha e já anda por aí pelo próprio pezinho. Faz questão de escrever em português. Longa vida e muitos amigos.

 

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Era Uma Vez O Espaço

por Torradaemeiadeleite, em 25.05.13

 "Lá em cima há planícies sem fim

 

Há estrelas que parecem correr

Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar

Lá em cima há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço a subir passo a passo

Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço

lalalalalala

Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita em estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estender um braço e tu estás no Espaço
!"


Fotografia de Col. Chris Hadfield.



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Há espaço para as emoções, hey, hey, hey

por Torradaemeiadeleite, em 24.05.13

Já dizia o outro que la donna e mobile e só por essa graça de contradições, que nos faz tão intrigantes e sedutoras, pode no Torrada morar Ennio Morricone com Robin Thicke. Quem conhece já não estranha, é a mesma casa onde os Metallica bebem um copo com Débussy, os The Cure fazem cafuné ao Charles Aznavour ou o Jorge Palma conta anedotas cabeludas à Nina Simone ( e isto só para cuscar alguns, não vos falarei agora das rambóias que vão nos outros andares desta casa. Vá lá a gente fiar-se em artistas ).



(...)


OK now he was close, tried to domesticate you
But you're an animal, baby it's in your nature
Just let me liberate you
Hey, hey, hey
You don't need no papers
Hey, hey, hey
That man is not your maker
Hey, hey, hey

 

(...)

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Ennio Morricone por Yo-Yo Ma e Chris Botti

por Torradaemeiadeleite, em 23.05.13

 

 

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Este ou aquele?

por Torradaemeiadeleite, em 22.05.13

Nos primórdios da minha peregrinação como leitora, quando não ia em demanda de algo pré-definido, a capa era o primeiro factor de atracção na hora de escolher o livro.  Contudo, reconhecia-lhe a mera qualidade de isco porque logo passava ao título, o elemento mais decisivo. Achava eu que o título seria a mini-amostra do que estava no interior e dele aventurava-me a aferir o género e até o enredo principal quando era mais composto. Se continuasse em dúvida, atentava no nome do autor que carregava então o ónus de desempatar a mente baralhada. De nomes nada sabia, acreditava sim que as palavras e os nomes encerravam a verdade, o que estava à vista era o que era, sem jogos ou subterfúgios. Na minha crença, um bom escritor tinha por força que ter um nome bem soante e inteligente. Deveria  parecer importante se a sua reputação também o fosse, às vezes seria familiar, ah parece que já ouvi falar deste, tinha sido pronunciado ou escrito algures e isso garantia que era mesmo bom.  Nomes estrangeiros ou com pronúncia estrangeira  ganhavam pontos logo à partida e nem me vou demorar aqui porque ainda hoje não tenho argumentos que validem esta arcaica preferência, resolvida entretanto ao longo da caminhada. As afinidades ainda não estavam estabelecidas mas também não procurava iluminar um pouquinho as salas escuras da minha ignorância perguntando a alguém mais experiente nas leituras o que achava deste ou daquele autor. Longínquas  eram ainda as terras "googlianas".

Raras vezes o desempate precisou de prolongamento mas este vinha nas badanas ou na contracapa . O único factor que não entrava nas apreciações era o volume do livro. Muitas ou poucas páginas não tinham significado particular para mim.

A esta distância, condescendo. Passo a mão pela minha cabecinha de antanho e sorrio, "trenga, isso passa". E aqui apercebo-me da minha arrogância. O que é que legitima este ar de superioridade?

Posso munir-me de revistas literárias e recensões críticas tantas vezes injustas e outras tantas pessoais, politizadas ou belicosas, posso estar atenta ao que se diz na televisão e na rádio, frequentar feiras ou festivais literários, aceitar sugestões dos amigos, posso agora "googlar" e navegar mas, na verdade, é impossível que algo ou alguém esteja a par de todos os talentos e de todas as obras meritórias que andam por cá longe de holofotes e pareceres públicos. E ainda bem. Seria castrador limitarmo-nos ao que se conhece.

Portanto, ponho-me num contexto onde não tenho acesso a outra informação que não a que eu própria posso sentir e intuir, não há livreiro informado nem acesso à net, não vim com a amiga sabichona e não procuro nada em concreto, escolherei livros e autores de que nunca ouvi falar, aqueles sobre os quais nunca e nada se escreveu, os que não foram traduzidos, estreias literárias que passaram invisíveis, os géneros que ainda não conheço, enfim, eis-me num confronto acanhado de  escalas, a da minha pequenez com a da infinitude da arte escrita. E pergunto-me: como escolho? Até agora já concluí que no momento de comprar não é o título que revela a qualidade do que vai escrito nas folhas, que o nome do escritor não tem que ter luzes e foguetes e que o que vem na contracapa e nas badanas só me serve se se tratar da breve biografia do autor ou excertos do livro que tenho na mão. Qualquer outra informação pode ser ornamental, é relativa e pode manipular-nos. Parecem conclusões tontinhas mas só o são porque reconheço a longa peregrinação que me falta ainda cumprir.

Como escolho, então? No primeiro coup d'oeil pelo título e pela informação útil que possam generosamente ter escrito na capa mas, logo em seguida e sobretudo, pela leitura de alguns parágrafos ou versos em folhas sorteadas. É a bagagem que entretanto vou acumulando como leitora de textos e da vida que me dá armas para escolher com mais critério e reduzir um pouquinho a percentagem de falhanços.

Se a bagagem é importante nisto de escolher livros é-o para podermos reconhecer uma escrita promissora para os gostos de cada um em dado momento,  que parece ir de encontro às nossas peculiaridades como leitores. E isto não se pode saber antes de ler, muito e errar, muito mais, porque é nestes erros que cabe também a surpresa, a curiosidade, o virar caminho, a experimentação, a remissão, a paciência, a procura e o encontro.

A esta distância, passo de novo a mão pela minha cabecinha de antanho e sorrio, "não deixes nunca de errar, trenguinha, é tão chato termos tantas certezas".

 

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Os arúspices

por Torradaemeiadeleite, em 21.05.13

"Cósimo, arúspice decrépito e manhoso, levantou a cabeça enrugada e fez-me um meneio, desconsolado, indicando que aquelas entranhas nada prenunciavam de bom. Não era a primeira vez. Nunca me recordo de o velho Cósimo ter extraído das vísceras dum animal prognósticos de tempos felizes. Que será isto nos homens que se prezam tanto de ser portadores de más notícias? Por que é que o anúncio da desgraça lhes vai mais natural e lhes confere maior gáudio? Talvez porque as infelicidades sejam mais facilmente confirmáveis pela vida e perduráveis na memória... No entanto, pensando bem, tudo isto, em si, não tinha grande importância. Tratava-se apenas dum rito, dum simulacro, de gestos consagrados."

 


Mário de Carvalho, Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde - Edit. Caminho, 12ª ed. (Fev. 2008).

 

Pintura de Peter Paul Rubens.

 

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Odisseia no Espaço

por Torradaemeiadeleite, em 20.05.13

Indesculpável é o facto de eu ainda não ter torrado algo sobre este senhor, Chris Hadfield e o seu blogue que só agora conheci.

Dá um apertozinho no peito ver estas imagens e ouvir estas palavras tão bem cantadas.

Como em tudo que é bom, mais vale tarde que nunca.

E há sempre boas razões para voltar também a David Bowie.

 

 

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Bibó Porto, carago!

por Torradaemeiadeleite, em 20.05.13

 

Gentilmente roubada ao SAPO.

 

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Coincidências ou Lei de Murphy?

por Torradaemeiadeleite, em 16.05.13

Três dias de permeio, dois acontecimentos distintos e a verdade desta torrada permanece inabalável.

Ou será um novo Síndrome? Chamemos-lhe "Azul", pois então.



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O dia seguinte

por Torradaemeiadeleite, em 12.05.13

 

Cartoon de Henrique Monteiro.



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Os dias que passam XIV

por Torradaemeiadeleite, em 10.05.13

 Ilustração de Maria Keil.

Com leitura em progresso e "(...) não recusarei sequer a intercessão de certo deus que, nos primórdios, ao que parece, passeava num jardim, pela brisa da tarde..."

Melhor que isto só se recebesse espórtula por cada capítulo devorado.

 

 

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