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Com fruta e sem palavras

por Torradaemeiadeleite, em 30.07.14

 

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

 

 

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Do Verão, dizem

por Torradaemeiadeleite, em 26.07.14

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

O Verão é a única estação do ano com direito a literatura própria. Literatura de Verão. Livros de Verão. E consegue ter a especificidade que escapa aos "livros de férias". São de Verão e não de outra estação em que também haja pausa no labor. Só que isto não faz sentido, que as estações do ano, digo menos, uma estação do ano sirva para definir a leitura. Parece, isto sim, um contra-senso: nos momentos em que estamos mais descansados, com mais tempo livre e psiquicamente mais receptíveis optamos por livros "fáceis" e "leves". Estes atributos não dizem nada sobre a qualidade do que se lê, remetem eventualmente para um estado de espírito e ainda assim permanecem discutíveis, mas avanço para chegar aonde quero e deixo esses devaneios para outro encontro. É no corre-corre dos restantes dias do ano e para intervalar dos monólogos absurdos e alienados que nos impõem, para recuperar de todas as situações que agridem desnecessariamente mas efectivamente o nosso equilíbrio sináptico, que é mais necessário, escrevo até urgente, recorrer à leitura que aponta e lembra que o mundo, a vida, tem mais cores e sons do que aqueles que nos cegam e ensurdecem, que nem tudo tem que ser grave e sério ou esmiuçado e repensado, que podemos aceder ao bem e ao bom sem ardis e convulsões mentais. E restrinjo-me aos livros para servir o tema deste texto porque há toda a sorte de recursos que salvam o optimismo e reequilibram a energia deste ninho de cucos.

Os livros devem inserir-se apenas numa classificação: bom livro e mau livro. O assim-assim não define nada.

Seja qual for o mês, os atributos da atmosfera, a temperatura da água ou o lugar onde estamos, no momento de eleger a leitura como companhia o importante é seguir o que a vontade dita e às vezes o milagre para encarar de novo a vida ou para nos abstrairmos dela, opera-se tanto na forma duma teoria da relatividade bem pormenorizada ( pois vá, acreditar é preciso e o mundo leitor é vastíssimo ) como na irritabilidade de um pato falante em eterno desassossego com os seus três sobrinhos. Relevando os exemplos extremos, o que pretendo é ir para lá de algumas rotulagens - os três meses do nosso Verão andam de mãos dadas com o "fresco" ( que não é epíteto exclusivo da temperatura ) e o "leve" ( que não é só o antónimo de "pesado" ), mas na realidade precisamos de livros com estas características em muitos momentos ao longo do ano.

Reitero: não gosto de "leituras de Verão". Gosto de leituras. O que lemos deverá cumprir o nosso apetite literário numa dada circunstância. O Verão não é para aqui chamado.

 

 

 

 

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Perspectivas e alturas

por Torradaemeiadeleite, em 22.07.14

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.
A perspectiva fundiu num só painel as texturas de duas paredes separadas por umas escadas estreitas e íngremes.
A guardar as escadas e lançando o olhar ao rio, a figura que evoca, atira memórias e ancora as eras.

Moram altos estes testemunhos. Invictamente altos. É cá em baixo que tudo se passa.

 

 

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Sons no espaço

por Torradaemeiadeleite, em 16.07.14

 

Em Setembro de 1977 a Voyager 1 foi lançada no espaço com o propósito de estudar o Sistema Solar e o espaço interestelar. Encontra-se presentemente ainda em missão e a transmitir informação para a Terra.
Guarda dentro de si uma cápsula do tempo que Carl Sagan, com uma vasta equipa, preparou com vista a apresentar o nosso planeta e a espécie humana às prováveis formas de vida que poderiam encontrar a nossa sonda espacial. De entre muitos factos e preciosidades, destaco o conteúdo do disco de ouro com referência aos sons da Terra.
Está lá também o bater do nosso coração.
Algures, dizem mesmo que já fora do nosso Sistema Solar, vão as nossas emoções e a esperança num futuro bom que a nossa espécie perpetua, apesar de tudo. Seguem sem destino marcado, como acredito que a vida deverá seguir.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Conjugar

por Torradaemeiadeleite, em 10.07.14

 

 

Conjugar:

 

de "combinar", "conciliar", "prender ao mesmo jugo" e de "expor ordenadamente as flexões dum verbo" ( eu blimundo, tu blimundas, ele/ela blimunda ).

 

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

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Poesia e animação

por Torradaemeiadeleite, em 06.07.14

 

 

Domingando para lá da chuva.

Poema "The Man With The Beautiful Eyes" de Charles Bukowski em filme de Jonathan Hodgson e animação de Jonny Hannah.

 

 

 

 

 

 

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Ponto da situação

por Torradaemeiadeleite, em 04.07.14

 

Fotografia de Gef Ragnar.

 

 

A minha experiência nas redes sociais é ainda breve. Não me senti compelida a pertencer a uma comunidade diferente da dos blogues até ao momento em que quis arejar um pouco mais os meus textos. Neste tempo o Facebook proporcionou-lhes umas faces mais rosadas mas a mim já me fez perceber que esta rede é uma pista de corrida e não um passeio pelo campo. O pendor meditativo do Torrada não lhe permite ter fôlego para provas de velocidade. Os textos são muitas vezes longos e incompatibilizam-se com o relógio do Facebook que conta breves segundos de atenção para as suas publicações. Além de longo para essa escala virtual, o que aqui se escreve nem sempre tem uma leitura imediata.

Usain Bolt corre os cem metros em menos de dez segundos, diz tudo o que tem a dizer nesse tempo de maravilha e emoção, imediato e sem metáforas. Usain Bolt dá tudo o que pode dar naqueles instantes, não volta ao mesmo assunto no dia seguinte e prepara-se de imediato para a prestação seguinte. Esta é a sua gramática e a sua promessa, e tem sido nada menos que exímio em cada "texto" que escreve. Brinco com analogias e atiro: Usain Bolt é um atleta "facebookiano".

O Torrada, porém, move-se alheio a esta classe de treinos. Tem um corpo preparado para desafios à resistência e coteja com alpinistas. Não tem pressa de chegar. As suas provas prolongam-se por dias, vão-se fazendo, volta atrás e adia etapas porque naquela hora as condições não são favoráveis para seguir a escalada e espera, muscula a paciência, come da lata enquanto o vento cristaliza o frio. O Torrada não é um atleta "facebookiano".
Aproveita-se ainda assim o bom que vai aparecendo espontaneamente na outra ponta do fio invisível, sem pagar, e com o tempo ( "à mesa dum café, com tempo" como diz na página ). As pressas trazem-me quase sempre, na qualidade de autora do Torrada, o Mr Hyde para mais perto da pele e o Mr Hyde é feio e descabelado, zanga-se com a comida da lata e manda-se montanha abaixo porque não tem memória do esforço que já mitigou para chegar aonde estava. Com tempo é que o Torrada se faz.

O desporto pode ser variado mas o que importa é a superação de si mesmo e o prazer que a actividade proporciona. É assim com esta intenção tão louvável quanto vagarosa que despojo o que escrevo dos números que a estatística me devolve, que me deixo navegar à bolina, que aprecio a paisagem enquanto la nave va e que vou procurando maneiras de abrir o espaço, seja o blogue, não para que o interior se exponha mas para que este receba a luz misteriosa e vital que vem de fora e dos outros.
Há mais oxigénio num passeio pelo campo do que numa abrupta dor de burro, a cada um o seu desporto. O Torrada está no Facebook mas disposto a contrariar, tem a mania do contra-corrente. E voltarei a este assunto, com o tempo.

 

 

 

 

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Palavras para uma fotografia

por Torradaemeiadeleite, em 02.07.14

 

 

Fotografia de Henri Cartier-Bresson, Estremoz 1955.

 

 

 

Vestia as palavras e os acordes para não se sentir comum. A cantiga era o seu abrigo e andava por entre gente como se ostentasse à vista de todos a mais exuberante indumentária. Ainda que só dentro de si se ouvissem as composições e as letras, era na sua atitude que se depositavam os ritmos e as impressões.

 

 

 

 

Registos de Henri Cartier-Bresson em Portugal neste sítio.

 

 

 

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