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Acordo Ortográfico

por Torradaemeiadeleite, em 27.06.12

Do blogue "Bibliotecário de Babel":

 

"Creio que é uma situação inédita. Na ficha técnica do romance Macau, do escritor francês Antoine Volodine, editado por estes dias pela Sextante (do grupo Porto Editora, que aplica com raras excepções o Acordo Ortográfico), pode ler-se: «Por decisão do autor, o presente livro não segue o novo Acordo Ortográfico.»
É certo que Volodine tem uma relação forte com Macau e com alguns portugueses que conheceu por lá, mas não deixa de ser extraordinário que um autor de língua francesa seja mais aguerrido na defesa das nossas consoantes mudas do que muitos escritores portugueses, indiferentes ou cúmplices perante as amputações e alterações absurdas à grafia da língua."

 

Eu ainda tenho esperança que o dito Acordo se volatilize.

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3 comentários

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De F. a 01.07.2012 às 12:17


Olá, Torrada!
Só para lhe dizer que voltarei outro dia. Uma lombalgia de "caixão à cova" impede-me de me sentar calmamente ao computador. Coisas da idade! Estou a dar-lhe contas porque não quero deixar de comentar este "poste"...

Abraços
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De F. a 07.07.2012 às 15:03

Olá, Torrada,
Recuperda a mobilidade, retomo o assunto.
Esperança vã, mas que sim, que se volatilize o OA e a reforma da escrita que o suporta.
As consoantes mudas: tudo começou em 1911 com uma reforma a entrar na língua escrita como elefante em loja de porcelanas. A comissão encarregada de simplificar a escrita decidiu que muito do rheumatismo tyranno da escripta etimológica deveria sair scena e que o portuguez escripto merecia outra phorma. Passar da orthographia para a ortografia gerou acesas polémicas e eu se tivesse vivido na época teria certamente agitado bandeira contra o novo systema. O primado da escrita etimológica, que vigorou entre os séculos XVI e XX, sucumbiu perante uma poderosa  reforma que mudou profundamente o visual ortográfico da língua e inaugurava o reinado da escrita de tendência fonético-fonlógico.
Não faz sentido, pois, remeter a "pureza " da língua para o paradigma etimológico, a não ser que se entenda que a tal pureza não é um estado permanente e que cada época tem a sua.
Neste contexto, não estou fechada a toda e qualquer emenda da escrita mas com o único objectivo de reflectir  a transformação e evolução da  língua oral lusa, num compromisso criterioso entre e etimologia, a história e a fonologia.
A questão reside em saber quem tem competência para tal e não me parece que a polivalente e prestigiada Academia das Ciências de Lisboa e comissões ad hoc possam dar conta do recado, como se tem visto. Eu entregaria o caso a uma Academia da Língua, a criar, ou algo congénere, recheada de filólogos, linguistas, foneticistas... que, em permanência, se dedicariam ao estudo e à defesa da língua. Ficaria mais tranquila e acho que A.F. também: Floresça, fale, cante, ouça-se  e viva, / A portuguesa língua, e, já, onde for, / Senhora de si, soberba e altiva.
Quanto a Volodine, que não conheço, embora não duvide do seu afecto pela língua materna dos outros, creio que anda por aí contestação à  também muito polémica  reforma ortográfica do francês.
Peço desculpa se abusei do tempo e do espaço.

Abraço
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De Torradaemeiadeleite a 07.07.2012 às 22:28

Obrigada, F. por  iluminar esta questão do AO e da qual eu desconhecia a história e alguns dos factos que nos trouxeram à discussão actual.
Ainda bem que já recuperou o seu bem-estar.
Até breve!

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