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Pitões das Júnias

por Torradaemeiadeleite, em 14.09.16

 

Biblioteca Aberta de Pitões cresce com o contributo de todos os que acreditam que os livros podem ajudar a aprofundar raízes: raízes de conhecimento, raízes de proximidade entre pessoas e das pessoas com a sua terra, raízes que se prolongam ainda no tempo, até ao futuro.
Na sua página, esta iniciativa revela-se, esclarece e convida.

O Torrada e Meia de Leite já vai a caminho, vai nesse gesto veloz de quem abre um livro.


P.S.: os CTT têm um preço amigo para as embalagens com livros, basta referir "Contém livros" no envelope de envio.

 

 

 

Torradaemeiadeleite

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Clássico outonal

por Torradaemeiadeleite, em 05.11.12

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite, Out 2012.

 

Num dia de clássicos em Guimarães, Outono genuíno nas cores e na atmosfera, raptei esta testemunha das bibliotecas itinerantes portuguesas. De 1986 até 2003 serviu a Câmara Municipal de Ponte de Lima levando livros e revistas pelos caminhos limianos. Foi doada, após um interregno de inactividade, ao Clube Limiano de Automóveis Clássicos que a recuperou ( primorosamente  acrescento, que a vi ao vivo e a cores ) e reabilitou as prateleiras para livros temáticos de automóveis clássicos e livros de autores limianos. No sítio deste clube podemos ver as etapas da Fénix renascida.

Elogio o interesse na preservação da memória que a viatura transportava, o destaque das fotografias do legado cultural itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian e a fomentação do património cultural limiano. Do velho fez-se novo e a um passado meritório acrescentou-se valor, préstimo e longevidade.

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite, Out 2012.

 

 

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Livros itinerantes III

por Torradaemeiadeleite, em 17.08.12

 

 

 Fotografia do blogue streetbooks.org.


A um nível ainda mais abrangente de universalidade bibliófila encontra-se literalmente a pedalar esta bibliotecária itinerante. Aos sem-abrigo e tantas vezes sem uma identidade "oficial" ( o que dificulta o acesso a uma biblioteca pública ) chega semanalmente a bicicleta com livros de Laura Molton, de Portland no estado de Oregon.

Inicialmente a preocupação maior do projecto era  a não devolução dos livros emprestados. A biblioteca ambulante falharia por delapidação do património? O facto é que, um ano após a estreia ( Verão de 2011 ), a taxa de devolução situa-se nos setenta por cento e o princípio da confiança mútua deu enfim frutos, tantos que a iniciativa já foi galardoada pela National Book Foundation.

Na sua breve vida, esta ciclobiblioteca já juntou histórias peculiares à roda dos livros que empresta sem prazo fixo de entrega, todas elas registadas no blogue, com muitas fotografias  e relatos na primeira pessoa. A bicicleta faz o mesmo roteiro duas vezes por semana com romances, ficção científica, policiais e outros géneros literários, tudo em pequenas doses porque bicicleta e ciclista têm limites físicos.

Sem complicações burocráticas e sem mercantilismo, nesta missão não são só os tostões que contam. Há paixões e iniciativas que crescem quando são repartidas e há pessoas que se agigantam quando dão parte de si.

 

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Livros itinerantes II

por Torradaemeiadeleite, em 26.07.12

O espírito de itinerância dos livros tem vindo a renascer no nosso país, um espírito que já tem corpo desde 1996 ( Guimarães, Mirandela e Arcos de Valdevez ) sendo actualmente setenta e uma  as  unidades móveis registadas no Directório das Bibliotecas Itinerantes. São, na sua maioria, um serviço veiculado pelas bibliotecas fixas municipais, variando a sua distribuição nos vários distritos.

Entreter, formar e informar continuam a ser as suas prioridades mas hoje em dia conhecem novas valências: são um pólo agregador da comunidade que as recebe porque cria um tempo de comunhão pelo lazer, são muitas vezes o veículo dinamizador de actividades extraordinárias em centros de dia, lares de idosos, escolas e  facilitam ainda o acesso a novas tecnologias ( muitas estão equipadas com computador e ligação à internet ).

A personalidade do bibliotecário ambulante é claramente indissociável desta natureza múltipla, a meu ver cada vez mais necessária. Não é só no acesso aos livros que a sua figura é determinante, o lado humanizador e social que poderá veicular é o ingrediente secreto numa receita para a fidelização, assiduidade e motivação dos seus utentes.

A atenção ao leitor, diferenciada e personalizada, é uma das vantagens que a biblioteca sobre rodas apresenta em relação aos grandes espaços fixos de acesso a livros. Pelo conhecimento do meio onde circula, dos interesses, das actividades e inclusive dos laços familiares daqueles com quem se cruza, pode suprir com maior eficácia as necessidades culturais dos cidadãos. É a partir desta directiva que crescem depois as restantes facetas que vão para além do incentivo à leitura e que ajudam a aproximar gerações e a quebrar a mudez dos dias de quantos se sentem sós.

As bibliotecas devem continuar a adaptar-se às alterações dos padrões sociais e familiares que mudaram o rosto das aldeias e pequenas vilas portuguesas. O isolamento, e não me refiro ao  geográfico, é cada vez maior e os livros itinerantes continuam a ser uma ferramenta de inclusão.


Fotografia: Nuno Marçal - Biblioteca Itinerante de Proença-a-Nova.


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Livros itinerantes

por Torradaemeiadeleite, em 20.07.12

 

Quando a leitura e a educação cultural pela leitura não eram desígnios estatais e esclarecer os cidadãos era perigoso para os governantes, a Fundação Calouste Gulbenkian desenvolveu um projecto, ainda hoje exemplar, para universalizar o acesso ao livro e promover a leitura. Se ainda hoje há diferenças marcantes entre Litoral e Interior, Continente e Ilhas, há mais de cinquenta anos essas linhas pareciam impressionantes abismos.

Em 1958 estreava-se o Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian cuja imagem de marca eram as carrinhas Citroën HY. Nas suas prateleiras acomodavam-se inicialmente livros de literatura geral para crianças, adolescentes e adultos, livros de assuntos técnicos e livros de História. As escolhas bibliográficas não eram fortuitas, eram pensadas para abranger vários tipos de público e respectivas diferenças de idade.

O livro era um bem material inacessível a grande parte da população portuguesa, a taxa de analfabetismo na década de cinquenta do século passado ultrapassava os 40% e os acessos entre localidades eram diminutos. As carrinhas Citroën ofereciam literalmente a oportunidade de ler àqueles leitores deslocados dos centros urbanos, com poucas horas de lazer e sem meios económicos para comprar livros. Aos que não sabiam ler era dada a oportunidade de ouvir leituras partilhadas. O empréstimo gratuito do acervo bibliográfico das bibliotecas itinerantes depressa se notabilizou e deixou inclusive muitas saudades quando em 1987 ( ano em que o Programa Nacional de Leitura Pública deu os primeiros passos ) o número de unidades em circulação decaiu abruptamente, extinguindo-se o serviço definitivamente em 2002.

Em cerca de trinta anos muitos foram aqueles que iniciaram as suas caminhadas literárias influenciados pelos livros itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Quantos prazeres, quantas escolhas profissionais, quantos horizontes e quantas dúvidas ( sim, porque a dúvida e a pergunta impelem o nosso conhecimento ) terão ganhado asas em cada dia que a biblioteca rolante estacionou no largo da aldeia, na praça da vila, na rua da cidade.

A universalidade nasce também assim, de gestos luminosos em tempos de escuridão.

 

 

 A fotografia que apresento foi "apanhada" em pesquisa no Google e desconheço o seu autor. Um pequeno tesouro.

 

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