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As vozes do futebol

por Torradaemeiadeleite, em 20.11.13

Futebol só com palavras, eis uma arte. Um relato de futebol é informação e muito mais. O muito mais é o que me leva a escrever para além da notícia que faz as capas dos nossos jornais. Vamos ao Brasil pelos pés dos nossos jogadores de futebol, vamos lá pela inspiração de Cristiano Ronaldo que me pôs rouca ontem à noite e vamos lá depois de sofrer, o que confere uma aura mais brilhante ao desafio. Porque sobre estas verdades já muito se diz volto então aos senhores do rádio, àqueles que nos dão as imagens por palavras, uns escritores portanto. Escrevem o que a imagem por si só não completa: a emotividade dum povo espalhado pelo mundo que se une na língua e no querer, querer mais, querer ganhar e não se culpar por não se satisfazer com um tentar, por uma vez contrariar o triste fado, a melancolia do "ah, isso é que era bonito". O que eu gostava de transportar para o dia-a-dia é esse arregaçar de mangas que o futebol nos emprestou no jogo com a Suécia e a força dum sonho traduzida em grito português. Relatar um golo é mais que dizer golo, é fazer explodir a energia recalcada em tantos que não têm voz, chamar o país como quem chama a salvação para todos os males, reclamar o céu porque a terra não basta.

Já andam no tubo os relatos de ontem que me levaram a torturar as teclas e blogar, mas para ilustrar o que atrás escrevi socorro-me de uma memória. Tal como um livro que passa a fazer parte de nós, assim há relatos que não se esquecem. Para mim, uma leiga da técnica do futebol, mas uma adepta emotiva, ficar-me-á para sempre o relato de Jorge Perestrelo no Euro 2004, do fantástico Portugal - Inglaterra, muito antes do penálti de Ricardo, num momento de acreditar. Ainda me arrepia.

 

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Ao sétimo dia acordou

por Torradaemeiadeleite, em 30.09.13

Este Domingo não foi para descansar: da voz dos independentes nas autárquicas à conquista do ténis por João Sousa e da caça ao coelho aos pedais mundiais de Rui Costa, não faltou transpiração ( e inspiração ).

 

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Ultra-vontade

por Torradaemeiadeleite, em 20.07.13
Fotografia de Lucy Nicholson. Ultramaratona de Badwater 2013.
 

24:28:16 - Não são palpites para qualquer jogo milionário mas o tempo que Carlos Sá precisou para percorrer os 217 quilómetros da ultramaratona de Badwater, na Califórnia. E com estas 24 horas, 28 minutos e 16 segundos conquistou o ouro numa prova em que era estreante.

O Vale da Morte, cujo baptismo não foi resultado de qualquer humor metafórico mas sim do verdadeiro desafio à vida nos moldes humanos que a sua natureza impõe, foi um dos palcos que reafirmou o valor do atleta português de trinta e nove anos. O necessário para finalmente ter notícia de vários minutos no horário nobre e aparecer na capa dum jornal diário de grande tiragem ( no Jornal de Notícias de hoje, logo abaixo das letras grandes do "desacordo" de Seguro ). As capas dos jornais desportivos nacionais continuam a ser só sobre futebol com excepção da Bola e do Record que hoje guardaram um justo destaque para o ciclista Rui Costa, vencedor da etapa ( já são duas ) no centenário Tour.

Mas volto a Carlos Sá. Detenho-me nas temperaturas superiores a 70ºC ao nível do solo e nas temperaturas médias de 40ºC à sombra, no início do percurso a 86 metros abaixo do nível do mar e no seu final a  2548 metros de altitude. Espanto-me com a desmesurada terra de nada. Detenho-me ainda na força mental que nega a evidência dos sinais físicos e continua a debitar motivação para chegar à meta. Quem pensa em ganhar? Terminar é por si só a inquestionável vitória.

Penso não errar por muito mas só 97 atletas são seleccionados à partida para a competição anual. Percebe-se a especificidade da prova. Percebe-se o que pretendem os atletas numa competição que não tem qualquer prémio monetário. Superarmo-nos é a mais elevada forma de competição.

Carlos apaziguará a dor dos músculos que reclamam,  exibirá uma boa maquia de bolhas, talvez unhas a menos e uma medalha de ouro mas, mais real que todos esses detalhes, a vontade de continuar. Sim, recuperar do esforço e estar na prova seguinte: no Mont Blanc em finais de Agosto.

Do seu sítio na internet trago a sua frase: "Ando em busca dos meus limites, felizmente ainda não os encontrei".

  

Carlos Sá na Ultramaratona de Badwater, Califórnia 2013. Fotografia googlada.

 

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Os dias que passam XV

por Torradaemeiadeleite, em 27.05.13
Alguém pisou o vermelho e foi premiado. Parabéns, Vitória S.C.!

 

 

Fotografia de Enric Vives-Rubio/Público.


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Bibó Porto, carago!

por Torradaemeiadeleite, em 20.05.13

 

Gentilmente roubada ao SAPO.

 

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Coincidências ou Lei de Murphy?

por Torradaemeiadeleite, em 16.05.13

Três dias de permeio, dois acontecimentos distintos e a verdade desta torrada permanece inabalável.

Ou será um novo Síndrome? Chamemos-lhe "Azul", pois então.



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O dia seguinte

por Torradaemeiadeleite, em 12.05.13

 

Cartoon de Henrique Monteiro.



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Dakar com sotaque algarvio

por Torradaemeiadeleite, em 21.01.13

"Ruben Faria venceu a última etapa do Dakar e recuperou este sábado o segundo lugar da classificação geral, garantindo o melhor resultado de sempre de um português na prova." 


Parabéns, Ruben!


Fotografia AFP.


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Gostos rolantes

por Torradaemeiadeleite, em 15.01.13

Da última vez que estive no Dakar, escolhi uma mota para  participar.

Continuo com o mesmo gosto.

É o confronto de escalas e a imponência do terreno que me trazem desassossego ao olhar. Não consigo ficar indiferente à resistência de um solitário perante uma inóspita imensidão.

Ao atravessar o Atlântico a prova manteve o nome mas, no meu entender, ganhou mais espectacularidade.

 

                    
Fotografia AFP.

 

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O dez perfeito

por Torradaemeiadeleite, em 30.07.12

Jogos Olímpicos de 1976, Montreal. Uma nova era começava na ginástica artística. Nadia Comaneci, romena, tornou inolvidáveis os Jogos que pareciam comprometidos à partida pelo boicote das nações africanas. Num tempo em que nem as máquinas de pontuação estavam preparadas para o dez perfeito, a jovem atleta de catorze anos conseguiu a proeza sete vezes.

 

 

 

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Citius Altius Fortius

por Torradaemeiadeleite, em 28.07.12
A história de Inglaterra numa perspectiva de contributo para o mundo actual serviu os propósitos de Danny Boyle para um espectáculo de abertura memorável. Da agricultura à revolução industrial, dos serviços de saúde à arte, das novas tecnologias às redes sociais, foram diversos os temas que se interligaram para chegar ao momento da chama olímpica em pétalas reunida. Da diversidade se fez uma só essência, brilhante, esperançosa, conciliadora.
Assim é a natureza dos Jogos Olímpicos, onde credos, cores e crenças não fazem descriminações. Assim é ou assim deveria ser? Sabemos bem que ao longo da era moderna dos Jogos se conheceram actos de contestação racial, religiosa, cultural e política. Mas como poderá um acontecimento mundial ficar à margem dos contextos sociais e políticos das nações que nele vêem também uma oportunidade de se fazer ouvir? Excluo sem hesitar os actos de terrorismo a que os Jogos não foram imunes, essa não é aliás uma forma de reivindicar seja o que for, mas refiro-me a actos simbólicos, refiro-me às vitórias que fazem erguer  nações subjugadas, ao protesto pela ausência de participação de países ou de atletas, à mensagem conciliadora que um abraço entre competidores de diferentes nações pode veicular, aos discursos inflamados ou aos silêncios retumbantes.
Não são os Jogos Olímpicos o paradigma da auto superação, da vontade de derrubar limites, de ir mais longe, ser mais forte e mais alto? Numa escala maior, não são estes Jogos o símbolo da união entre nações, dum tempo de paz? A sua história transporta pois a essência da humanidade, no seu melhor e no seu pior e não pode por isso ser um território neutro ou alheio ao que o rodeia. No desporto ao mais nobre nível cabe, muito para além da nossa biologia, o nosso percurso cultural e social.
Que comecem os Jogos! 

 

 Imagem googlada.

 

 

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Domingo com Taça

por Torradaemeiadeleite, em 21.05.12

 

Cartoon de Henrique Monteiro.

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Maratona das Areias

por Torradaemeiadeleite, em 19.04.12

 

 

  Fotografia Cimbaly/Saulem - 13/04/012 - 5ª etapa.


Ultramaratona: corrida a pé com distância superior a 42. 195 metros. Pode ser realizada em diversas vertentes: estradas, caminhos, montanhas, trilhos,  em provas de condições extremas ou muito longas e que ocupam vários dias.

 

Foi no contexto de uma das ultramaratonas mais conhecidas de condições extremas, a Marathon des Sables, que Carlos Sá se tornou notícia nos nossos jornais pelo 4º lugar que conseguiu na classificação final ( o melhor português e o melhor europeu ). Fala-se duma prova com 251 quilómetros, em 6 dias, no deserto do Sahara.

A organização apenas fornece a água e as tendas. Cada atleta é responsável por si mesmo e leva na mochila a roupa e a comida adequadas.

A autonomia é posta em xeque pelas temperaturas extremas de frio e calor e obviamente pelas características intrínsecas do terreno. Como em qualquer desporto, a auto-superação é o prémio maior mas outro exemplo nos é dado por Carlos Sá. No Jornal de Notícias de hoje refere que outrora era muito sedentário, dono de 94 quilos ( agora tem 65 ) e avesso ao exercício. Acrescenta que espera ser um exemplo para todos aqueles que se revejam nestas circunstâncias e conclui que com força de vontade e espírito de sacrifício se conseguem feitos formidáveis.

 

Podemos conhecer com mais detalhe cada etapa desta prova invulgar no blogue de Carlos Sá.
 

Parabéns, Carlos!

 

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Esta torrada é azul e branca

por Torradaemeiadeleite, em 06.04.11

( ou ainda, Este post chegou atrasado mas mantém o entusiasmo! )

 

 

Basta espreitar este link.                                                                                                    

                  

 

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