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Pitões das Júnias

por Torradaemeiadeleite, em 14.09.16

 

Biblioteca Aberta de Pitões cresce com o contributo de todos os que acreditam que os livros podem ajudar a aprofundar raízes: raízes de conhecimento, raízes de proximidade entre pessoas e das pessoas com a sua terra, raízes que se prolongam ainda no tempo, até ao futuro.
Na sua página, esta iniciativa revela-se, esclarece e convida.

O Torrada e Meia de Leite já vai a caminho, vai nesse gesto veloz de quem abre um livro.


P.S.: os CTT têm um preço amigo para as embalagens com livros, basta referir "Contém livros" no envelope de envio.

 

 

 

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Acto ou efeito de nutrir

por Torradaemeiadeleite, em 12.07.16

 

 

 

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Pausa - sugestão de apresentação

por Torradaemeiadeleite, em 16.10.15

 

 

 

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Ponto de Fuga

por Torradaemeiadeleite, em 01.09.15




 

 

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Livrarias Improváveis

por Torradaemeiadeleite, em 05.08.15




 

Óbidos



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Movimento de Translação da Terra

por Torradaemeiadeleite, em 03.08.15

 

 



Somadas, na pele dos livros, as translações que adiam a nossa efemeridade.




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O Torrada gosta de iluminar os detalhes VI

por Torradaemeiadeleite, em 17.06.15

 

 

 

 

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Leituras

por Torradaemeiadeleite, em 15.06.15

 



Caminhei sob um opressivo, frio e angustiante manto de cinza e chuva, por uma estrada americana em direcção ao Sul, escondida dos maus e vulnerável a mim mesma, até encontrar a costa e pôr os pés na areia cinzenta, a olhar uma maré plúmbea ( e para lá do mar? haverá outros como nós, numa praia, a querer saber se há mais como eles? ). Onde tudo daria razão ao desepero e à entrega voluntária a uma morte qualquer, achou-se o lugar duma esperança em fino fio frágil. Efectivo, o fino fio frágil de esperança que excede o espaço da história, suspensa dos finais possíveis, todos a assentarem-lhe legitimamente bem. Suspensa ou prolongada, a história para lá do último ponto final, como eu gosto.
E com chuva e o nevoeiro, com luz débil também, mas sem cinza cataclísmica, chego agora à costa das Sirtes. O primeiro capítulo só, que ainda por conhecer-se segue já uma promessa, que ainda prenunciada vai já a revelação de algo imerso ( nos homens, no tempo? ).
E com chuva, acolhidas no tecto baixo, seguem as horas destes dias próximos de um litoral.
Está a palpitar em tudo isto um elo invisível, algures. Não, não é a condição metereológica, nem sequer a proximidade duma costa, disto estou certa.
O elo leve, contudo, murmura com persistência ao meu ouvido. Interior. Peregrino.
Falta-me saber o que é.
Estou certa de nenhuma certeza conseguir achar, o que não é grave, porque não busco certezas.

 

 

Sirtes&Estrada



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Flanar à roda dos mundos

por Torradaemeiadeleite, em 25.09.14


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Flanar é um luxo e é um modo de ser atento, permite-nos assumir os mundos que nas ruas da cidade, por exemplo, se agigantam, colidem e revelam.
Dos pequenos grandes mundos também podemos esperar satélites e luas, os corpos mais discretos, que são tudo menos acessórios porque, se falhassem, muito do que é dos mundos maiores que eles gravitam se alteraria irremediavelmente. Mundos maiores no tamanho porventura, maiores porque nos foram apresentados primeiro mas não necessariamente completos.
Salto entre figuras de estilo para concretizar enfim: em estado flaneur, a força gravitacional duma pequena lua pode desviar-nos o olhar para uma montra e nela para um nome que costuma vestir outras roupagens. De Sylvia Plath não procurava livros infantis mas assim se revelou este pequeno novo mundo que desejei que me pertencesse. A família Nix ilustra bem como o corpo celeste que cada pessoa é difere dos outros mas sempre sujeito ao preconceito e à necessidade de aceitação, energias que desenham órbitas às quais só com dificuldade, mas também com muita convicção e sonho, poderemos escapar. Aponta-o Sylvia Plath, imensamente Sylvia Plath.
As ilustrações, elas próprias, um outro universo a um tempo expressivo, exponenciador e simbiótico, arquitectado por Rotraut Susanne Berner.
Flanar é um luxo porque obriga a ter tempo mas o tempo é o que torna os mundos, o universo, numa visão arrebatadora, irrepetível e vital.

 

 

 

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De bolso, de carteira, de ser e de estar

por Torradaemeiadeleite, em 04.09.14

 

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Retenho esta narrativa naturalista de August Strindberg. Agora sim pertence-me porque me apropriei das imagens que as suas palavras criaram roubando-me a atenção e as minhas frágeis noções de poética. Mas para que conste, esta troca de roubos é justa.
Morei nos fiordes suecos durante três meses, o tempo que o livro me acompanhou e a que voltava nas mais insólitas ocasiões porque ele estava onde estivesse a minha carteira. Para não andar desconfortável na rua agasalho-me ou refresco-me com leituras também. Hábitos, palavra de que assumo a dupla significância.
Parar muitas vezes numa história pode ter um efeito contraproducente no prazer e na apreciação da mesma. Mas desta vez não aconteceu isso. Culpemos o autor que soube conduzir o enredo e culpemos a minha memória que a ele se agarrou como o gelo do Inverno cinzelado pelo vento à copa dos abetos atarracados.
Da culpa vou extrair o prazer e é este que deve agora ser rememorado. Fiz parte do dia-a-dia das gentes de Hemsö durante vários ciclos das estações e conheci-lhes as rectas e as curvas. Acrescentei-me do que a vida delapida pouco a pouco - caminhos para andar.

Ainda que a narrativa tenha os pés nos tempos idos, as suas mãos alcançam os rostos de hoje através da condição humana, da replicação dos sonhos e da empatia com outras vozes. E é isso que destaco, ouvir as vozes de outros, conhecer e ouvir as nossas, procurar caminhos que nos aproximam do que nem parece alcançável e não esperar um só final mas descortinar vários.

Consegue-se esse efeito mesmo com livros aparentemente simples ( e só aparentemente ). Esse efeito. Esse efeito chama-se ler, não é? Eu leio quando guardo em mim algo do que foi escrito e que passa a fazer parte da minha visão do mundo e não apenas quando decifro signos justapostos. Tal é válido para qualquer autor e em qualquer género literário. Continua válido para qualquer arte porque ler é decifrar e interpretar, reconhecer, mesmo até adivinhar. E guardar, nutrirmo-nos dessas leituras, crescer ou construir com elas. Mas é fundamental não reter só o que está de acordo com as minhas convenções e os meus ideais, isso seria uma grande batota, uma falsa construção. Se tudo correr bem, não permanecerei igual ao que era nem estagnarei de cada vez que leio. De novo, construo, construo e construo.

Dos culpados acima mencionados extrai-se ainda outro facto, o da reincidência.
Livros na carteira, portanto. Porque ler também acontece quando e onde menos se espera.

 

 

 

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Des- ( alguma coisa )

por Torradaemeiadeleite, em 28.08.14

 

 

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Já é tempo de voltar a teclar. Teclar é a acção que retomo, não escolho "escrever". Nas minhas folhas a escrita não se interrompe como nesta janela meio aberta para algum mundo, mas há coisas que ponho no papel e que do papel não tiro para nenhum outro lugar e agora não vou deter-me nas razões de assim o fazer. Se fosse um pintor chamar-lhe-ia pinceladas de ocasião, a cor que o momento sugere, uma pincelada que é às vezes uma palavra só, um poema que outro escreveu e me prende, o nome de uma música e às vezes frases e textos de tamanho mirrado. Rabiscos. Também rabisco nas minhas folhas, são rabiscos, não tenho habilidade para mais do que isso e lembro-me que se pudesse escolher duma montra as habilidades que quisesse como minhas, seria ainda o desenho aquela que me faria mais crescida - vejo-me uma sketcher provavelmente, para surpreender nos traços instantâneos o lugar e os seres, a atmosfera e até a promessa de que algo mais está no desenho, indefinido e sem detalhe mas mora ali nos espaços em branco, tão legível e tão visível como todo o carvão ou tinta ou cor que habitam por fim a retina, dilatam as pupilas. O cérebro captura essa promessa antes mesmo dos sentidos. Essa forma de arte que cabe onde as minhas palavras se detém.
Assim deixo as escolhas. Agarro o que tenho e procuro melhorá-lo - as letras lidas e as que leio e as que virão para me lembrar que sou pequena ( ainda, talvez? ) para sonhar com as que poderão nascer da minha pena. Ser uma leitora, verdadeiramente e "indigentemente" leitora como já vi anotado por quem pensa estas coisas, é empresa com obstáculos e quedas mais que suficientes para sequer me deixar forças para ânsias de escrevedora. Quem acrescentará aos leitores geniais as palavras e os estados de alma que não tenham vivido ainda aos ombros tais dos gigantes que antes de nós firmaram brilhantemente as letras no infinito resgate do que somos?
É grande o meu devaneio, reconheço-lhe a veia melancólica e a coarctação insuperável que a dúvida do "para quê?" impõe desde todos os tempos, e dela padeço, replicada descendente que sou da mesma essência. Esta questão, formulada assim, só angustia, precipita e destrói, mas é de construção que eu preciso. Ainda consigo destrinçar que são outras as questões que me devem guiar, beber nelas a força para não desesperar, sim, beber, que a sede mata mais do que a fome e por isso tem que ser saciada com mais urgência.
Pequeno compasso de espera. Miro atrás. Parece que desemperrei algo que me incomoda ultimamente. Não idealizo o que consegui, se alguma coisa consegui, e nem vaticino o que virá mais logo ou amanhã, eventualmente dias depois deste desenguiço. A única certeza que honestamente consigo partilhar é que exteriorizar este pensamento fragmentado,  buscar o léxico que mais se aproxima do que ele é, já me fez bem porque deu-me para sorrir, assim aqui, neste segundo que antecede este ponto final.


 

 

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Do Verão, dizem

por Torradaemeiadeleite, em 26.07.14

 

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O Verão é a única estação do ano com direito a literatura própria. Literatura de Verão. Livros de Verão. E consegue ter a especificidade que escapa aos "livros de férias". São de Verão e não de outra estação em que também haja pausa no labor. Só que isto não faz sentido, que as estações do ano, digo menos, uma estação do ano sirva para definir a leitura. Parece, isto sim, um contra-senso: nos momentos em que estamos mais descansados, com mais tempo livre e psiquicamente mais receptíveis optamos por livros "fáceis" e "leves". Estes atributos não dizem nada sobre a qualidade do que se lê, remetem eventualmente para um estado de espírito e ainda assim permanecem discutíveis, mas avanço para chegar aonde quero e deixo esses devaneios para outro encontro. É no corre-corre dos restantes dias do ano e para intervalar dos monólogos absurdos e alienados que nos impõem, para recuperar de todas as situações que agridem desnecessariamente mas efectivamente o nosso equilíbrio sináptico, que é mais necessário, escrevo até urgente, recorrer à leitura que aponta e lembra que o mundo, a vida, tem mais cores e sons do que aqueles que nos cegam e ensurdecem, que nem tudo tem que ser grave e sério ou esmiuçado e repensado, que podemos aceder ao bem e ao bom sem ardis e convulsões mentais. E restrinjo-me aos livros para servir o tema deste texto porque há toda a sorte de recursos que salvam o optimismo e reequilibram a energia deste ninho de cucos.

Os livros devem inserir-se apenas numa classificação: bom livro e mau livro. O assim-assim não define nada.

Seja qual for o mês, os atributos da atmosfera, a temperatura da água ou o lugar onde estamos, no momento de eleger a leitura como companhia o importante é seguir o que a vontade dita e às vezes o milagre para encarar de novo a vida ou para nos abstrairmos dela, opera-se tanto na forma duma teoria da relatividade bem pormenorizada ( pois vá, acreditar é preciso e o mundo leitor é vastíssimo ) como na irritabilidade de um pato falante em eterno desassossego com os seus três sobrinhos. Relevando os exemplos extremos, o que pretendo é ir para lá de algumas rotulagens - os três meses do nosso Verão andam de mãos dadas com o "fresco" ( que não é epíteto exclusivo da temperatura ) e o "leve" ( que não é só o antónimo de "pesado" ), mas na realidade precisamos de livros com estas características em muitos momentos ao longo do ano.

Reitero: não gosto de "leituras de Verão". Gosto de leituras. O que lemos deverá cumprir o nosso apetite literário numa dada circunstância. O Verão não é para aqui chamado.

 

 

 

 

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Das minhas leituras

por Torradaemeiadeleite, em 28.04.14

 

Sobre os homens de letras, esses seres perigosos:

 

"(...) tem febre nos canhões, não presta. Não voltámos a ouvir-lhe aquela frase até depois do ciclone, quando promulgou uma nova amnistia para presos políticos e autorizou o regresso de todos os desterrados, excepto os homens de letras, claro, esses, nunca, disse, têm febre nos canhões como os galos finos quando estão a emplumar, de maneira que não prestam para nada a não ser quando prestam para alguma coisa, disse, são piores do que os políticos, piores do que os padres, imaginem, mas que venham os restantes, sem distinção de cor, para que a reconstrução da pátria seja uma empresa de todos, (...)."

 

 

De Gabriel García Márquez, em "O Outono do Patriarca" ( ed. Dom Quixote, 5ª ed. Março 2003 ).

 

 

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Tempo para uma salada

por Torradaemeiadeleite, em 23.04.14
Pintura de Rogério Ribeiro.

 

No meu amado ajuntamento de lombadas, que eu insisto em transformar em biblioteca pessoal, noto uma correspondência com os objectos de estudo da Filosofia ao longo do tempo. Poderia parecer uma vã glória ou o intento duma vaidade começar, assim, este texto piscando o olho ao sublime mundo do saber. Mas não, não é, de todo. É uma partilha - duma coincidência ou, esticando as minhas hipóteses, da constatação de uma caminhada individual que mimetiza aquela que a humanidade empreende desde o seu nascimento. Mas veja-se, em traços largos e descomprometidos, ao sabor do meu momento e dando graças à indulgência dos que me lêem:

No princípio, agarrei-me às lendas e à revelação dos mistérios pelas narrativas orais que, vindas de outras gerações, me incluíam num grupo particular e me preparavam o conhecimento dos limites do nosso mundo. Mas mais tarde, porém, já na posse da leitura autónoma, eram outras as razões que eu queria conhecer, aquelas que não cabiam num lacónico "é assim e pronto!". Esquecer o Lobo Mau, que não tinha assim tanta barriga para caber lá dentro uma avozinha, foi o mais fácil.

Quis conhecer a terra, o mar, a natureza una, embora coberta do manto da diversidade, e o céu também, que restringir-me à terra parece pouco e finito, e com isto na ideia, fiz as minhas primeiras escolhas de livros, para saber de que é feito o negrume do espaço e o coração da Terra, donde vieram tantos seres e que coisa sou eu no meio de toda esta exuberância celeste.

Daquilo que me rodeava, voltei-me depois para a matéria finita que me compõe e, quase, quase de imediato, o porquê da minha mortalidade. Da evolução natural aos microscópicos componentes, dos cinco sentidos e do método científico à fresta aberta para a alma, andei por caminhos obtusos, rectos e agudos, perdida nas escalas, mas achada na beleza de tudo. Li o Carl Sagan e o Stephen Hawking, a Margulis e o S. J. Gould, devorei tudo pensando que saciaria enfim a fome. E viesse sem demora a psicologia e os que estudam sentimentos nos animais e o animal no homem, que eu quero perceber que é isto que tenho cá dentro, e tu também Damásio, traz luz a este ignoto recanto do meu ser.

Da razão ao espírito e do universal ao individual, eis que passou só um instantinho. De adolescência utópica também padeci, oh aulas de Filosofia, que danos causaram em certezas que, com firme vontade, eu tomara como inabaláveis. Liberdade, fraternidade, justiça, pensamento, moralidade - quem me explica o mal que vai no mundo e ainda aquele ser, dizem, que nos fez e logo nos abandonou nos braços do acaso e de nós mesmos.

Foram e vieram as teses, uma dose de "contra-teses", tantas perguntas, que transcendência, não percebo porque me dão a provar um gosto de eternidade para logo depois me condenarem a não viver mais.

Poesia, até que enfim, que bom encontrar-te, vejo que não sou a única com tanto a considerar, mas tenho pressa, vou deixar-te para depois, quando todos os outros saberes se esgotarem e eu confirmar que só tu podes fazer tanto para me sossegar.

Muito ruído e tão pouco tempo, ínfima luminosidade, espaço que aperta, em que buraco me meti, porque comecei a perguntar? Bem, ainda não vi na ficção. Científica? sim, também é um caminho mas, se ainda me perco com o presente palpável como vou orientar-me no amanhã imaginado? Vejo a outra ficção. Saramago, onde é que tu andavas, senhor, e olhó Kafka, como te lembraste dessa do escaravelho, e que é isto Sepúlveda, um velho que lia romances de amor, Joyce, anda cá, isto lá é maneira de saber do tempo, olha o Proust, esquece, tens razão, este passou-se e ninguém o entende. Pois sim, Borges, quero uma biblioteca como a que tu sonhas. 

Quero de tudo e de todos os géneros e continuar a perguntar.

Um facto, enfim: fui apanhada por um vórtice e não consigo, não quero, sair dele. Apetece-me ler o que antes se escreveu e influenciou tantas mentes a ousarem as profundezas da consciência, da memória, do conhecimento científico. Apetece-me ler os mistérios do amor e do tempo, as intermitências da morte, o que diz Voltaire e, porque não, o Molero. Quero ir à Grécia para beber dos clássicos, e depois irei ao fim do Mundo para continuar a surpreender-me. Nabokov, esta fome não ta perdoarei, tanta culpa que tu tens.

Pode ser que me encontre à beira do desnorte, mas até isso é como na Filosofia: a "fome" do absoluto e um ser para sempre inacabado, equilíbrios em desiquilíbrio, perguntas que levam a mais perguntas e a fugidias respostas.

Acabe-se a risota, pronto e ponto. Agora é sério - saber, saber, ainda não saberei nada, mas desconfio que progrido ( sim, sim, agarro-me a isto para não desesperar e, entretanto, venham mais livros que a minha biblioteca tem ainda muito por onde crescer ).

Mais uma torrada e meia de leite, se faz favor.

 

 

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