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Simpli(cidade)

por Torradaemeiadeleite, em 18.11.16

 

 

 

Torrada

 

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, 2016.

 

 

 

 

 

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Dos dias portugueses

por Torradaemeiadeleite, em 10.06.16

 

 

 

 

 

Torradaemeiadeleite

 

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

 

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Dupli(cidade)

por Torradaemeiadeleite, em 05.06.16




 

Torradaemeiadeleite

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

 

 

 

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Urbanidade marginal

por Torradaemeiadeleite, em 27.05.16

 

 

 

Torradaemeiadeleite

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, Maio 2016.



 

 

 

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Sentimento de si

por Torradaemeiadeleite, em 17.04.16

 

 

 

Torradaemeiadeleite

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

 

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Da (im)previsibilidade

por Torradaemeiadeleite, em 27.02.16

 

 

 

 

Aprendi a distinguir os tons do azul no céu de neve. A muitos quilómetros, sei que ela pousava com ritmo certo, segura do chão que lhe cabia, multiplicando a luz até este meu horizonte urbano. Arrepiei-me. O frio cravou-se em mim com mais unhas do que os versos desse azul dissolvendo-se na noite. O meu passo estugado não foi capaz de persuadir essa violência.
A imagem do calor atraiu-me, ou então fui eu que a procurei. Escolhi o lugar. Para ver a pressa, a chuva, a ambígua hora do limbo, separados de mim apenas por um vidro. Mas, que digo, não era só o vidro que nos separava, era também a minha decisão, era tudo o que me aquecera o breve instante da escolha.

 

 

 

 

torradaemeiadeleite

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

 

 

 

 

 

 

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Poeti(cidade)

por Torradaemeiadeleite, em 15.02.16

 

 

 

 

Torrada

 

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, 2016.




 

 

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Exercício de Escapismo

por Torradaemeiadeleite, em 29.01.16

 

 

 

 

Torrada

 

 

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, 2016.

 

 

 

 

 

 

 

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Porto Ilustrado

por Torradaemeiadeleite, em 21.02.15

 

 

 


Porto Ilustrado

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, Fevereiro 2015.



 

 

 

 

Porto Ilustrado II

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, Fevereiro 2015.







 

 

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Intervalo fotográfico

por Torradaemeiadeleite, em 11.02.15



Porto

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Porto, Fevereiro de 2015.




Diz que é antiqualha. Diz que é restauro e revivalismo.
Eu digo que sim, que há almas com Porto dentro.





 

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Lugares para ler IX

por Torradaemeiadeleite, em 04.12.14

 

 

( E lugares para serem lidos. )

 

Porto

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.
Parque da Cidade, Porto. Novembro 2014.

 

 

 

 

 

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Outras portas da percepção

por Torradaemeiadeleite, em 26.11.14

 

 

 

080

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite. Ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto.

 

 

 

 

 

 

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Perspectivas e alturas

por Torradaemeiadeleite, em 22.07.14

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite.
A perspectiva fundiu num só painel as texturas de duas paredes separadas por umas escadas estreitas e íngremes.
A guardar as escadas e lançando o olhar ao rio, a figura que evoca, atira memórias e ancora as eras.

Moram altos estes testemunhos. Invictamente altos. É cá em baixo que tudo se passa.

 

 

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Bamos ó Som Juom

por Torradaemeiadeleite, em 23.06.14

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite - Porto.

 

A Sé é linda e à sua volta a dissolução da sombra. Não há noite, só interminável o dia.

Onde o recorte dos Clérigos impõe o farol deste mar está a torre a cotejar alturas com os balões de papel. Atrevidos. Passam-lhe rente às pedras, ameaçam destruir-se e incendiá-la, mas é tudo artifício do mais trágico e cómico que as senhorinhas com sede de atenção conseguem encenar. Passam afectados em direcção ao Sul. Não querem que lhes toquem e por isso vão alto, quanto mais alto melhor, mas deviam já adivinhar o fim que os espera. Senhorinhas ou ícaros descuidados, ambicionando sem tino ser o Sol que ofusca a Lua quando hoje se exibe voluptuosamente, ela cheia e fosforescente dá nas vistas mesmo que não o quisesse. A Lua como uma lanterna emprestada que João não larga para ver melhor os festejos. Tenho vontade de lha roubar e deixá-lo a adivinhar, pelos cheiros e pelos sons, se é santo que convém ser-se numa noite com sentidos extravagantes. Dança menino, corre, salta a fogueira, leva na mão os ramos de cheiros e o alho-porro para provocar as moças, esbanja agrados, fertilidade e palavreado.  A noite ainda é breve para tanta vontade de ser.

Olhando da Sé, a multidão é pequenina. Escondidas da Sé, as ruas parecem pouquinhas.

A praça é um promontório sobre ondas de gente e ondas de bairros, ondas em escadarias, mais alto que o fumo das sardinhas lá em baixo a respingar gordinhas, atiçam o lume do Zé e ó moço! andas a dormir, bota aqui mais binho que já se m'arranha a garganta.

Em ascenção a música, o fragor das ruas, as conversas nas casas abertas à cidade, a risada, os martelinhos, em ascensão como os humores licorosos e mesmo o povo que chega à dimensão dum rei, que o é porque assim se sente. Não há fome, não há sede. Nesta noite ao menos, não há fome nem há sede.  São João do cordeirinho a todos dá providência e lembra, a quem quiser ouvir, que há reino nos céus e está ao alcance das mãos terrenas. É assim neste início de Verão.

Vendo da Sé, os astros caíram do infinito e estão cá na terra, nas roulottes de outro mundo e nos adereços psicadélicos que piscam em mandarim com sutaque do Puorto: corninhos de diabrete, laçarotes da rata "Mine" e mais uns o.v.n.i. que saracoteiam sem direito a nome próprio mas piscam muito, enquanto a pilha der, e é isso que importa. Céu de ficção científica e estrelas de plástico. Carago, não se sabe o mal que o santo fez para agora ter que aturar um carnaval fora de tempo.

Vamos a pé procurar outras luzes e roubar um bom lugar, olhó fuogo, filho, bem cá ber que já bai começar. O Douro ficou mais  escuro,  as suas margens também, a ponte apagou-se e está tudo a postos para um fogo prometido, mais vistoso que o de Prometeu, com música e sem castigo. Se o som fosse visível era aqui o seu lugar. Primeiro sobem as luzes num clássico ribombar, depois em rock e mais na canção inglesa, com a Adéle que está na moda e é muito cantada. Com tantas energias no ar, troando mais altas que a serra do Pilar, tanta explosão de estrelas e bichas a rabear, é admirável, é memorável o Big-Bang à moda do Porto. Olhá a ponte que chuba branca dá. Parece uma cascata, mãezinha. E é, uma cascata de brilho fátuo.

Visto da Sé, o rio não tem foz mas sabemos que ela está lá. É hora de dar corda aos bitorinos que a festa não acabou, seguir até ao mar e ficar por lá até o Atlântico clarear.

Agora sim, é noite. O areal finalmente adormece quando o Sol se atreve a acordar.

 

 

 

( nota: este texto foi publicado em 25 de Junho de 2013 e resgatei-o para este dia com algumas alterações )

 

 

 

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