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"Um sítio onde pousar a cabeça"

por Torradaemeiadeleite, em 21.11.14
 
 
Revi ontem na RTP 2 um documentário de 2012 sobre Manuel António Pina. Chama-se "Um sítio onde pousar a cabeça", foi realizado por Ricardo Espírito Santo e mantém o mesmo efeito inebriante da primeira vez em que o vi e ouvi.
O poeta imprime-se em mim logo nas primeiras palavras e também o seu eco, em vez de morrer, torna-se perene. O programa parece, afinal, não ter fim.
Hoje quis muito ler uma crónica fresquinha do Manuel António Pina, repetir essa lucidez matinal que acompanhava a minha torrada e meia de leite e ter um sítio onde pousar a cabeça antes da rotina moer.
Do documentário retenho muito e este é só um exemplo do quanto saboreei, destaco-o porque grita o que eu, à data, não sabia dizer antes de o ouvir: "a escrita para mim é mais do que respostas, é interrogações, mais do que para afirmar a minha identidade é para a procurar".
Mas são tantas, tantas partilhas e reflexões, constatações humoradas, intimistas, honestas, inspiradoras e a memória de uma obra singular a que o documentário, bem desenhado, presta a justa relevância.
Fazes-nos falta, Pina.
 
 
 
 

 

 

 

 

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Estreia cósmica

por Torradaemeiadeleite, em 09.03.14

A série COSMOS renasceu. Apresentada por Neil deGrasse Tyson ( um senhor ), promete a envolvência, o saber tão bem explanado e a beleza a que Carl Sagan nos habituou na mítica série dos anos 80.

 

Estreia amanhã, dia 10 de Março, às 23 horas nos canais Fox e National Geographic.

 

Suspiro pelo dia em que estes programas serão transmitidos nos canais livres. E em horário nobre? Oh loucura, não me abandones.

 

 

 

 

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Tenho cara de quê?

por Torradaemeiadeleite, em 04.12.13

 Fragmento de desenho de Picasso.


O concurso da RTP "Sabe ou Não Sabe" levou-me a considerações que não teci com outros programas de perguntas e respostas. Neste o "não sabe" dá prémio mas o que me fez pensar foi a regra que leva o concorrente a escolher dos estranhos que passam a pessoa que lhe dará a resposta errada e que, por isso, lhe permitirá que continue em jogo. Sobre a pessoa que o ajudará não sabe nada, só tem o que está à vista.

Mas quem tem cara de saber e de não saber? Agora mais longe um pouquinho - quem tem cara de não saber de um determinado assunto? O escolhido é informado depois de responder se a pergunta era para um "não sabe" ou para um "sabe". É normal pensarmos que acertar é que é bom. Vejo muitos ficarem aliviados ao realizarem que a sua ignorância afinal ajudou o concorrente a somar e seguir.  Chego ao ponto que me dá mais comichão: se eu soubesse que tinha sido escolhida para errar ficaria à beira duma crise existencial e, fixe-se isto, independentemente de a minha resposta ter sido correcta ou não, factos que me levariam a outras elaborações. Mais ainda, se eu fosse a concorrente sentir-me-ia envergonhada por aquela pessoa saber que a tinha escolhido porque apostara que era tótó num dado assunto.

Então eu tenho ar de quem não sabe. Reforço aqui, o ponto do prurido não é a falta de conhecimento, é antes perceber o que me denunciou. O que é que eu tenho de diferente dos outros transeuntes para o concorrente acreditar na minha ignorância mais do que na dos outros? Ah, tem a ver com o tema. Então, mulheres não sabem de futebol e homens não sabem de moda. Mau, mau, isso não é assim, esta radicalidade já deu o que tinha a dar. Ah, tem a ver com a idade. Então, desconheço o que aconteceu antes de eu ter nascido e os mais velhos não sabem de megapíxeis. Bolas, que triste é a nossa cultura geral. Ah, já sei, é a minha maneira de vestir. Então, se tenho fato e gravata percebo de tudo um pouco, se sou gótica não percebo do peixe da nossa costa. Não, afinal foi o meu ar de grunho, o cabelo seboso é a prova maior de que eu não apanho nada de filosofia, maior mesmo do que a minha alergia à água.

Suavizem-se os exageros, relembro as vezes em que o concorrente acerta, é dum jogo de probabilidades que se trata. Ainda assim está visto aonde quero chegar. O concurso é mais pensante do que eu suporia à partida e atento no facto de que o prémio monetário não é assim tão faustoso, pelo menos para concurso de TV. A meu ver, aqui o jogo é outro. Se é sabido que nos regemos por códigos sociais e culturais, também se prova que os estereótipos podem levar a erros grosseiros de avaliação, nem tudo o que parece é e, mais do que o progresso do concorrente, o que me faz rejubilar são os rasgos que os rótulos vão sofrendo um pouco em toda as áreas da vida moderna de que o concurso é só uma pequena montra.

Como se labora insidiosamente neste laboratório de psicologia que é a televisão.

Resumo, sai uma de trombas e orelhas grandes aqui para esta mesa, por favor.


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Da claridade à obscuridade

por Torradaemeiadeleite, em 10.12.12

O ano 2013 vai nascer sem "Câmara Clara". Estarão previstos programas de igual natureza e com a mesma qualidade?

Já estou com saudades.

 

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A princesa insensível

por Torradaemeiadeleite, em 27.08.12

La fille du roi encore une fois

Dans son théâtre va s'ennuyer

 

Car l'amuser est impossible

Rien n'interesse la princesse insensible

 

Les plus doués ont tout tenté

Même c'est en vain pour le d'évince

 

Vive le prince irrésistible

Qui interésse la princesse insensible.

 

Pela sensibilidade de Vasco Granja, inesquecíveis o trabalho e o homem, conheci esta pérola da animação que tatuou a minha infância. Revivo-a no Youtube  pela generosidade de quem lá pôs o vídeo e me deu a oportunidade de reviver uma aposta marcante da programação da RTP.

Escolhi o episódio final porque reúne a solução do mistério e as diferentes tentativas de "sensibilizar" a princesa, tarefas que se reproduziam ao longo de breves episódios que seguia no programa do mestre e  dos quais sobressaía distintamente a música do genérico cantada fininha em francês. Como pôde o príncipe jardineiro e o que andava numa mota imaginária terem persistido até  este momento mais do que os outros pretendentes? Como puderam o tamanhinho da princesa e a imensidão do seu trono terem gravado uma imagem tão perene na minha memória?

Só anos mais tarde reparamos no nome dos talentosos da animação. Prazer em conhecê-lo monsieur Ocelot e obrigada.

 

 

 

 



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Novamente a poesia

por Torradaemeiadeleite, em 02.04.12

 

 

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Com título para ser dito "à la" Manuel Alegre

por Torradaemeiadeleite, em 11.05.11

"Ah, a Literatura!" é um registo diferente da sisudez televisiva que era habitual na abordagem da literatura. A qualidade veste-se aqui com descontracção e humor.

No Q ( canal 15 da MEO ) aos sábados pelas 22 horas. Eu sigo-o na blogosfera.

 

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Orfãos de Vuvuzelas, uni-vos!

por Torradaemeiadeleite, em 17.06.10

 

                                                                       Imagem googlada.

 

Já nem o Mundial de Futebol é como era!! Tenho saudades dos jogos em que as emoções se manifestavam todas diferentes das bancadas, em que era claramente perceptível quem estava a ganhar, quem estava a blasfemar, quem era apupado e que nações estavam afinal a jogar. Ora cá está! O único ritual, sotaque, canto ou dança que se manifesta atropelando qualquer outra forma de apoio é o da vuvuzela!

O barulho de fundo é agora homogeneo, ruidosamente monótono e fastidioso.

Ó espíritos benfazejos de todos os Mundiais passados, presente e futuros, imbuí-nos de novo de festa multi-sonora, poliglota e diversa, que eu já não consigo distinguir um golo, um quase-golo, uma expulsão, um arraial de porrada, uma celebração ou uma desilusão com tantas vuvuzelas a berrar, invariáveis no ritmo, no tom e no compasso.

Mas, esperem lá! As minhas preces foram ouvidas: olhem o que estes MEOs já arranjaram para derrotar o reinado da vuvuzela. Só há um pormenor que não me agrada... Eu não tenho um MEO!!!!

Oh, o infortúnio, oh, a sorte desditosa e oh, o mal que devo ter feito para sofrer tal provação...

 

 

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O meu primeiro texto culinário

por Torradaemeiadeleite, em 13.08.09

Não gosto de cozinhar ( e cá está um rico começo para um texto sobre culinária...). Mas gosto muito de ver cozinhar.

Prendo-me aos programas dos mestres  que desmistificam a boa cozinha, que a tornam mais próxima do comum mortal e não fazem  "caixinha" dos truques. Parece que vieram a este mundo com o propósito de libertar o epicurista dentro de nós. Vieram para elevar as nossas refeições a momentos genuinamente gourmet.

Jamie Oliver faz parte desse grupo de bem-aventurados que iluminam a escuridão da minha ignorância culinária. E gosto do jeito solto, até atabalhoado, mas inteligente de abordar os alimentos, a sua confecção e a sua apresentação no prato. Sem cerimónia e com muita generosidade, contextualiza e brinca, diverte-se mesmo e ensina muito.

É já em Setembro que começa uma nova série de programas no britânico Channel 4. "Jamie's American Road Trip" vai mostrar-nos tudo o que Jamie aprendeu nas suas deslocações pela vasta e escondida terra do Tio Sam, com a culinária feita por anónimos que contrariam o rótulo de desinteressante, monótona e pouco equilibrada que se atribui à gastronomia americana.

Ora espreitem lá...

                                     

 

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Tea for two

por Torradaemeiadeleite, em 16.07.09

 

 

                                                  Fotografia de Torradaemeiadeleite.

 

Amor à primeira vista acontece. Posso relatá-lo na primeira pessoa.

A partir dum momento só, primordial e irrepetível, pode nascer esse sentimento inexplicável, que nos faz suspender tudo à nossa volta e   reagir unicamente àquela presença.

Enredamo-nos neste enlevo, neste prazer que esta companhia nos oferece.

Mas como tudo o que é bom parece vestir-se de efémero, também podemos sofrer a sua perda. E assim me aconteceu também.

Há uns dias porém, sem que nada o anunciasse, reencontrei-o. Inesperado o primeiro encontro, inesperada a partida e de novo inesperado o regresso.

Novo look, sempre atraente.

Inglês, com 30 anos, muito culto e dado às artes, continua  a agitar  as  minhas moléculas.   Sem dúvida, o seu ser enriquece o meu.

Retomei aquela relação, embora  esteja agora mais consciente  das limitações  que encerra. Que poderia eu esperar dum programa de televisão, que a todo o momento pode deixar-me, sem garantias de regresso? Não, não deliro... morro de amores por um programa de TV inglês, que me fala ao ouvido com aquele sotaque inconfundível e me ensina tanto sobre arte e antiguidades! E até revelo  o seu nome: "Antiques Roadshow"!

A BBC deu à luz este filho em 1979 e a sua fórmula já viaja por outros países ( Austrália, Alemanha, Canadá, E.U.A., Noruega e Suécia ). Gerou outros como "Cash in the Attic" e "Bargain Hunt", sempre com antiguidades e leilões como tema mas em registos bem diferentes.

Sem dúvida, Antiques Roadshow tem ingredientes de qualidade. O mais relevante, a meu ver, é este que faz do cidadão comum a estrela do programa. Ele contribui com os seus pertences, muitas vezes esquecidos no sótão ou na garagem, e submete-os ao parecer técnico dos peritos "residentes" do programa. Quantas raridades  e mesmo peças dignas de exposição num museu são assim encontradas, entusiasmando até os peritos que vêem ao vivo e a cores artigos que só conheciam em textos de referência!

Outro ingrediente importante é precisamente o seu leque de experts, especializados nas mais diversas áreas artísticas, que fazem a apreciação, contextualização histórica e ainda a avaliação monetária das peças que vão aparecendo.

A equipa viaja de terra em terra e desafia os habitantes de cada uma a participar com objectos ou colecções pessoais que achem interessantes.

O programa revela-se também um valioso manual de instruções para antiguidades. As conversas em tom informal mas didácticas enriquecem a cultura geral e dão bases para a apreciação da Arte em geral.

Sempre que posso, por volta das 13.00, espreito o BBC Prime e alimento este amor. Rendo-me ao presente e não peço nada ao futuro.

 

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"Koniec"? Não... "a continuar"!

por Torradaemeiadeleite, em 05.05.09

É incontornável falar de Vasco de Oliveira Granja neste espaço pessoal. Mas sinto que já o deveria ter feito pois muito do meu gosto pela animação foi  incentivado pelo seu programa "Cinema de Animação" na RTP.

Curiosamente os desenhos que mais lembro são aqueles cujos autores tinham nomes quase impronunciáveis, vinham de terras que, na altura, me eram estranhas e cujos traços e técnicas eram os mais invulgares. Estes e muitos mais, reportam-me ao ecléctico e memorável momento televisivo dum senhor que se recusava a subestimar o mais novo dos seus públicos e lhes apresentava e explicava o trabalho das diferentes escolas de animação.

Por deixar indiscutível marca na minha formação cultural e por todo o trabalho que desenvolveu além da TV ao nível da BD em Portugal, lhe agradeço e o saúdo: até ao próximo programa, Sr. Vasco Granja!

 

                                    

 

                     "Seasons" - Filme de animação de 1969 de Ivan Ivanov-Vano ( Rússia ) 

                                       Música de Tchaikovsky.

 

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Tempos de ontem e lugares de hoje

por Torradaemeiadeleite, em 07.04.09

Estava preparada. Sabia com antecedência que o episódio a não perder seria o do dia 5 de Abril. Avisei os de casa.

Tínhamos até presenciado, em Fevereiro, a  equipa técnica a assentar arraiais e toda a agitação que o logotipo RTP pode provocar numa terra menos conhecida.

Sou espectadora da série "Conta-me como foi" e o final do episódio anterior era já o prelúdio para este especial de domingo passado.

Os Lopes deixaram Lisboa rumo à aldeia natal do casal, mais ou menos a 300 km da capital ( sem pontos cardeais, que isso não é relevante ). A avó Perpétua encontrava-se gravemente doente.

Ei-los que vão, 6 amontoados no Austin Marina, sem cintos e com farnel, numa viagem longa e cansativa ( como tudo era distante há mais de 30 anos! ).

Os meus olhos brilharam em cada ponto da viagem, à vista das aldeias, das pontes, da igreja, dos caminhos e das casas, dos montes, das capas das mulheres e dos tanques de lavar a roupa. Tudo me pareceu ainda mais belo porque a televisão tem este poder. Jantei à pressa e colei-me ao ecrã.  E ali ficaria, horas a fio.

Castro Laboreiro brilhou como cenário duma aldeia da qual não se sabe o nome, vivida à maneira de 1970.

O Sol envolvia toda a terra e revelou ainda mais o seu potencial.

Gostei muito, até caras conhecidas tiveram os seus segundos de fama como figurantes.

Se tiverem tempo vejam uma parte do episódio, já a seguir, onde estão algumas das imagens que mais gostei.

Os  habitués do blogue poderão  reconhecer alguns recortes da paisagem, lugares e o rio visto da ponte onde pai e filho conversam.

 

                                

 

 

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Mais um tema esp(e)acial...

por Torradaemeiadeleite, em 09.01.09

O Espaço é um tema recorrente no meu blog mas faltava-me esta pièce de résistance...

 

                               

 

A música e respectiva letra compõem um par  soberbo e ganham vida na versão portuguesa com a voz de Pedro Malagueta. A série nasceu em Janeiro de 1982 e o seu autor é Albert Barille.

Obrigada, M. Albert por ter contribuído de forma inesquecível para o despertar da minha curiosidade por aquele assunto e por estes ainda:

 

  

 

 

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Ovelha tresmalhada...

por Torradaemeiadeleite, em 22.09.08

 

 

Imagem no site oficial "shaunthesheep.com".

 

Lembram-se destes que me obrigaram a "uma investigação ao contrário"? Continuo apaixonada pela sua criatividade e eis-me rendida a mais um boneco, a ovelha Shaun ( a.k.a  Choné ). O traço de Nick Park é inconfundível e o trabalho dos estúdios Aardman Animations é novamente admirável!

A série televisiva nasceu em Março de 2007 mas a primeira aparição desta ovelhinha pouco convencional data de 1995, num papel secundário na curta-metragem premiada de Wallace e Gromit, “A Close Shave”. Os fãs foram-se multiplicando, um pouco por todos os continentes, dos pequenos papéis passou para uma série própria e chegou a terras lusas pelos caminhos do canal 2 da RTP.

Bem visto, é um desenho animado que conquista miúdos e muitos, muitos graúdos… O humor é inteligente, refinado até, e não deixa de ser delicioso mesmo quando há “pancadaria”. Os episódios de 7 minutos centram-se nas tropelias de um rebanho pacato quanto baste mas que se rende às iniciativas duma  ovelha ( direi antes um carneirinho pois é dum macho que se trata ) radical, muito inteligente, curiosa e criativa, decidida a sacudir o dia-a-dia da quinta onde vivem. Todas as “aflições” acabam resolvidas a bem, mesmo a tempo do final de cada episódio e sem que o dono da quinta sequer suspeite das actividades “extra-curriculares” dos seus animais.

Outros personagens contribuem para o sucesso desta série e destaco estes: Bitzer, o cão-pastor que impõe um pouco de ordem na quinta ( desde que não esteja a participar ele próprio nas brincadeiras de Shaun ou a ouvir música electrónica no seu MP3 ou a lanchar sandes com chá ou a brincar em jogos de “busca e traz”… ), os 3 porquinhos   sempenhados em infernizar a vida das ovelhas e o próprio agricultor, dono da quinta, um humano solitário e algo rezingão, amante de novas tecnologias mas cujos “distraimentos” podem dar o mote para a brincadeira.

Esqueçam diálogos ou monólogos, tudo é visto pela perspectiva do carneirinho Shaun e portanto as palavras nada mais parecem que uns balbucios ou resmungos. Ao bom jeito das produções Aardman, o silêncio diz muito juntamente com a linguagem corporal, expressões faciais e movimentos oculares sui generis. As aventuras têm temas simples, mesmo  banais, se preferirem, mas a imaginação do autor dá-lhes o tratamento  necessário para revelarem a sua faceta de surpresa, humor e até moralidade.

Se tiverem uns minutinhos, espreitem este episódio  com futebol do melhor e espero que fiquem contagiados... 

                                                                                     

                                   

 

 

 

 P.S.: está previsto já para este Outono, o lançamento dum jogo para Nintendo da ovelha Choné produzido pela Art Co.

 

 

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