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Are you talking to me?

por Torradaemeiadeleite, em 26.11.13

 

 

"O Grito" de Edvard Munch.

 

Não alimento no blogue as insanidades que nascem nas televisões, nos jornais, nas redes sociais, nos blogues e que se perpetuam de sítio em sítio, digo melhor replicam, como um vírus. 

Ouço as iluminadas frases, as sábias conclusões, os narcísicos comentários e digo pilosos palavrões para desabafar, reforço tudo com a minha imitação d' O Grito, o queixo a ameaçar os pés, a boca desenhando um escuro assombro, para depois fazer o enterro das ditas baboseiras e não falar mais delas.

Ao que poderia parecer uma indiferença ou a célebre estratégia de avestruz, oponho neste blogue o exercício da sanidade e concentro-me no que para mim é belo e bom, o que me vai ficando no filtro dos dias. Minudências na mor parte das vezes, eis o que são, deslumbrantes minudências que por estarem tão próximas de nós perderam em raridade o que ganharam em banalidade. O facto é este, já não tomo nada por garantido, cada hora do dia é uma impressionante colheita de vários acasos e pelo acaso tenho muito respeito.

Para não beliscar esta terapia, recuso propagar o alheamento e a patologia que detecto nos comentários pagos, mais os artigos de lavandaria em praça pública que fazem capas e parangonas, mais os "agora sim, agora vai" dos que nos representam (que é duma representação que se trata, arrisco mesmo, duma caricatura ) e de todos os que os admiram e não compreendem os protestos do zé. Dos dias que passam não quero guardar o que não presta.

Como sabiamente se diz nesta terra, oupa p'á frente. Oupa então.


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1 comentário

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De F. a 28.11.2013 às 09:26

Outra coisa não seria de esperar, querida Torrada, que a promessa de meia dúzia de anos de blogosfera é para cumprir. E olhe que nem sempre é preciso explicitar, por aqui também se vai lendo o não dito.

Beijinho

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