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Cubro-me com manto de sossego e cor de Sol. À minha volta murinhos de pedra dividem pedaços de terra e o chão parece feito de retalhos verde pensativo, castanho esmorecido e amarelo preguiça.
Beijada por um zéfiro viajante, deixo os sentidos com as suas minuciosas tarefas. Só o tempo não me contempla porque faz-me ter saudades daquilo que ainda vivo.
Este fim de Agosto traz regatos envergonhados, campos cansados, restolho pasmado e rostos queimados. Traz vento aventureiro, chuva desajeitada, promessas de retorno e esperança de colheitas.
Sempre questiono os meus dias, a alma cheia de vontades... Se os sonhos me abandonam fico com as mãos cheias de nada.
Acabo esta viagem... Cubro-me com manto de sossego e cor de Sol.
À minha volta murinhos de pedra.