Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
As faces do Medo
Obedecemos a uma ordem interior ou vontade desafiadora que nos instiga continuamente a permanecermos vivos. Este medo primordial, visceral, protege-nos como entidade biológica ( indivíduo e espécie ) e assegura, em parte, a perpetuação do nosso legado genético.
No entanto, há outros "medos": o de errar, de perder os que amamos , da injustiça, do abandono, de perder o nosso bem-estar, do desconhecido, do inevitável... Estes ameaçam a nossa imagem da felicidade e de nós mesmos, a nossa personalidade, as nossas metas... e podemos sempre escolher o comodismo, a fuga ou o confronto.
A casa do Medo
Ele mora na minha procura do outro, na inevitabilidade do sentir, na efemeridade da Vida e nos devaneios das minhas vontades.
Na minha alma , no meu coração, na minha experiência e na minha memória... Em todos os lugares que soletram as razões do meu ser e do meu viver.
É vizinho do fraco e do forte, do pobre e do rico, do novo e do velho... É passado, presente e futuro.
O mapa do Medo
Por ele conheço a Rua da Dor e o Beco do Engano, passo pelo Túnel da Dúvida e salto o Muro das minhas Lamentações. Navego no Mar do Esquecimento, saio do Jardim da Ingenuidade, refaço a Marginal dos Sonhos e demoro-me na Estação da Angústia.
Também por ele chego ao Parque da Entrega, ao Rio da Esperança e à Via do Saber.
Mas sempre inesperadamente este mapa altera-se e obriga-me a reaprender a Geografia da Vida.
Só
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
Chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por enfrentar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
Deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
E sei que nenhuma vai ganhar
Jorge Palma
Os filmes de animação interessam-me muito. De vez em quando procuro histórias com um tema, autor ou estúdio específico mas, desta vez, por puro engano, encontrei um artista que não conhecia e apaixonei-me pelo filme. Estava erradamente catalogado como pertencendo aos estúdios "Pixar" . Na verdade, é da autoria de TILL NOWAK , um jovem realizador alemão.
O filme que podem ver a seguir ( atentem também na banda sonora ), intitulado "DELIVERY", valeu-lhe o primeiro prémio do público e do júri do Festival AFI de Los Angeles em 2005. Não sei como eram os outros, mas deste gostei muito!