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"Arnold Layne" nasceu em 1967 e é o primeiro single dos Pink Floyd.
Escrita pelo inesquecível Syd Barrett, aborda o travestismo e é considerada uma canção emblemática do rock psicadélico de então.
Vale a pena desempoeirar este fóssil!
Nota: obrigatório também espreitar "See Emily Play", o 2º single da banda nascido no mesmo ano.
Cartoon de Mihai Ignat.
O XI Porto Cartoon World Festival, que será apresentado no Museu Nacional da Imprensa, propôs para este ano o tema "As Crises" e ao seu desafio corresponderam 500 artistas, de 70 países diferentes, num total de 2000 trabalhos.
O cartoon vencedor é assinado por um artista romeno, Mihai Ignat e recolheu a unanimidade do júri. Destacam-lhe a subtileza da mensagem revelada, por exemplo, no facto dos desenhos estarem incompletos ( e portanto um fim da crise ainda por anunciar ) e na representação de diferentes classes sociais ( a crise não só afecta todos como depende de todos para ser resolvida ).
O 2º lugar foi atribuído ao "nosso" Augusto Cid e o 3º ao polaco Zygmunt Zaradkiewicz.
O júri destacou ainda 11 trabalhos aos quais atribuiu menções honrosas.
Fotografia de Eduardo Gageiro, 25 de Abril de 1974.
Vou espreitar fotografias e relatos na Rádio Renascença.
( ou ainda... Do pensar ao fazer ainda vai alguma distância. )
Imagem "googlada".
Receei, por instantes, que as minhas aventuras fotográficas não se repetissem... Recordam-se dumas "ondas cerebrais a fazer ricochete" e "revoltosas" que senti há dias? Pois está confirmado, na prática, que essas ondinhas invisíveis têm o poder de mover dispositivos electromagnéticos ( a.k.a robôs ) e , como se não bastasse, agora podem fazê-lo a grandes distâncias ( assim como 1500 Km ).
A experiência mais recente que me fez tremer e temer pelo pior decorreu entre Genebra e o Laboratório do Instituto de Sistemas e Robótica da FCT de Coimbra. Vou simplificá-la: Sara Gonzales e Rolando Grave, dois cubanos a trabalhar no Hospital Universitário de Genebra, concentraram-se num ponto luminoso à direita no ecrã do computador e, em Coimbra, um robô virou à direita. Concentraram-se depois noutro ponto luminoso à esquerda e o robô virou à esquerda. A monitorizar a participação lusa estavam o português José Prado e o iraniano Hadi Aliakbarpour.
Imaginem as possibilidades que daqui podem nascer!
Transponham agora esta experiência bem sucedida para o meu plano pessoal e compreenderão o tremor e temor iniciais de que vos falei: alguém concentrado na minha máquina fotográfica, caladinho e sossegadinho, impede o seu correcto funcionamento e consegue finalmente vingar-se do meu espírito chato e inoportuno. Lá se vão as fotografias espontâneas, lá se vai a fotografia tipo "kinder surpresa" e ainda os posts de "toma lá que é p'ra aprenderes!!". Triste, muito triste...
O crime perfeito, sem impressões digitais ou outras provas materiais e, no fim, aquela frase perversa disfarçada de inocência: "eu??... mas eu nem me mexi!!..."
Felizmente a minha máquina não tem rodas nem os sensores necessários para perceber ordens electromagnéticas e, que eu saiba, as mentes que costumam rodear-me não têm poderes paranormais, portanto, respiro de alívio.
Só assim o meu espírito "entediante" pode ameaçar: I'll be back!!
Nota: espreitem aqui para saber os pormenores desta experiência tão promissora.

Fotografia de Torradaemeiadeleite.
Renovação. Reinvenção.
Muitos artistas ( os bons, a meu ver... ) enfrentam, em algum momento das suas carreiras, a necessidade de repensar a sua obra. Parece-me desejável e muito saudável. Para o bem da sua criatividade e para respeitarem o público que os aplaude, é fundamental evitar a monotonia, o desgaste ou a repetição.
É assim com Joaquín Salvador Lavado, cartoonista argentino, filho de emigrantes espanhóis e criador da menina mais inconformada do planeta, Mafalda.
É mundialmente conhecido por Quino e dirigiu-se recentemente aos seus leitores através duma carta nas páginas do "Clarín", o jornal de Buenos Aires onde continuava a desenhar. Pede ao seu público que não encare a interrupção do seu trabalho como uma despedida, mas antes como uma pausa para reflexão que espera ser breve.
Os tempos mudam, os conflitos e o Mundo também. Certamente Mafalda continuará a ter muito para contestar, para se indignar e, sem dúvida, muitos pratos de sopa para recusar...
Esta menina reguila analisa a Humanidade desde 29 de Setembro de 1964, com muita perspicácia e sentido de oportunidade e eu não gostaria de a ver agora repetitiva ou incapaz de se superar.
Espero então pelo regresso de Quino.
Admiro as mentes que não se encostam a fórmulas vencedoras, que procuram novos moldes e roupagens para o seu trabalho, mais ainda quando o fazem aos 76 anos. Dá-me esperança.

Fotografia de Torradaemeiadeleite, Parque Nacional Peneda-Gerês.
O carro encostou à berma, no interior alguma impaciência ( não ouvi, mas as ondas cerebrais faziam ricochete em mim: "arre!... que chata! raio de mania..." ). Saí à pressa mas decidida, já nada me poderia deter.
Na vizinhança do asfalto a vegetação era caótica mas atraente. Um e outro click, algumas tentativas frustradas de enquadramento e, por fim, esta flor isolada.
O meu rebento já corria ao meu encontro, amparado pela avó; desesperava por sair do carro e estava inconformado com o regresso a casa. Pegou numa pedrinha para levar com ele e, desta vez, deixou que o sentasse na cadeirinha sem protestar e sem medir forças com os pais.
Foi quando revi a foto que me apercebi do brinde alado "escondido" nas hastes daquela musa e pensei que tinha valido a pena ser bombardeada com as tais ondas cerebrais revoltosas.
Ali estava, a Primavera na beira da estrada... e à distância de uma chata!
Há dias assim e não posso culpar a chuva... Gosto dela, acreditem!
Apetece-me ficar no ninho e não posso fazê-lo, de todo! As minhas obrigações não se compadecem com os meus estados melancólicos...
E pareço ainda querer alimentar estes blues.
Apetece-me este clássico dos The Smiths interpretado por Neil Hannon, a voz irlandesa inconfundível dos The Divine Comedy.
Estava preparada. Sabia com antecedência que o episódio a não perder seria o do dia 5 de Abril. Avisei os de casa.
Tínhamos até presenciado, em Fevereiro, a equipa técnica a assentar arraiais e toda a agitação que o logotipo RTP pode provocar numa terra menos conhecida.
Sou espectadora da série "Conta-me como foi" e o final do episódio anterior era já o prelúdio para este especial de domingo passado.
Os Lopes deixaram Lisboa rumo à aldeia natal do casal, mais ou menos a 300 km da capital ( sem pontos cardeais, que isso não é relevante ). A avó Perpétua encontrava-se gravemente doente.
Ei-los que vão, 6 amontoados no Austin Marina, sem cintos e com farnel, numa viagem longa e cansativa ( como tudo era distante há mais de 30 anos! ).
Os meus olhos brilharam em cada ponto da viagem, à vista das aldeias, das pontes, da igreja, dos caminhos e das casas, dos montes, das capas das mulheres e dos tanques de lavar a roupa. Tudo me pareceu ainda mais belo porque a televisão tem este poder. Jantei à pressa e colei-me ao ecrã. E ali ficaria, horas a fio.
Castro Laboreiro brilhou como cenário duma aldeia da qual não se sabe o nome, vivida à maneira de 1970.
O Sol envolvia toda a terra e revelou ainda mais o seu potencial.
Gostei muito, até caras conhecidas tiveram os seus segundos de fama como figurantes.
Se tiverem tempo vejam uma parte do episódio, já a seguir, onde estão algumas das imagens que mais gostei.
Os habitués do blogue poderão reconhecer alguns recortes da paisagem, lugares e o rio visto da ponte onde pai e filho conversam.
Tem sido nas montras mais tradicionais que tenho descoberto uma curiosa variedade de amêndoas, umas mais engalanadas para a Páscoa do que outras, de diferentes proveniências ( as francesas são apelidadas de "autênticas" ) e cores ou sabores contrastantes. Apetece experimentar todas mas o preço ajuda a apaziguar tanta vontade...
Nos supermercados instala-se a monotonia, as mesmas marcas e as habituais coberturas, ano após ano, constrangem um pouco a minha escolha.
Nestes últimos dias descobri preciosidades e todas habitavam nas lojinhas mais labirínticas e antigas destas mui nobres ruas portuenses.
Como gosto destas diferenças!! E como é bom ter poder de opção!
E como tudo na vida deveria ser assim...

Comércio tradicional no Porto - fotografia de Torradaemeiadeleite.