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Berliner Mauer

por Torradaemeiadeleite, em 09.11.08

                     

 

Fotografia "Berliner Mauer" de Cheguelo.

 

Além de salientar a existência, no passado, dum muro berlinense que dividia mais do que o espaço físico duma cidade, quero enfatizar a ausência actual do mesmo. Importa-me destacar esta perspectiva porque quero que seja a mais perene e também a mais relevante.
O meu gene utópico desabafa apontando que o destino deste muro deveria ser copiado para outros semelhantes que ainda persistem ( Gaza, E.U.A/México, Coreia do Sul/Coreia do Norte,... ) e para aqueles que, não sendo de cimento e arame, podem ser mais difíceis de derrubar.
Utopia à parte, foi com ironia que aprendemos: primeiro constrói-se e conhece-se o rosto dum muro para só depois valorizar a cicatriz deixada pela sua transformação. Onde antes existia um obstáculo ao sonho e à comunhão e cuja transposição se pagou mesmo com vidas, desenha-se agora um rasto de memória, uma linha no chão de Berlim, discreta mas inspiradora e plena de significado.
Faz sentido que exista para evocar um episódio da história mundial marcado por uma guerra fria, estados de tensão quase permanente e privação de liberdades individuais. Faz sentido que exista também para provar que é possível mudar o que está mal.
Aproveitando para apelar para o fim de outros muros, celebre-se então o princípio da ausência deste, chamado de Berlim, a 9 de Novembro de cada ano e relembre-se uma noite plena de sentido humano que ecoa desde 1989!

 


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