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Para o Líbano, à boleia dos U2

por Torradaemeiadeleite, em 14.07.09

 

 

 "Cedars of Lebanon" de Edward Lear ( inglês ), 1862.

 

O tamanho da minha ignorância revela-se nos mais pequenos nadas que aprendo fortuitamente.

Foi preciso conhecer "Cedars of Lebanon" dos U2, para o bichinho dos porquês começar a roer-me. Ainda antes de esmiuçar a letra, o título foi suficientemente atractivo, diferente e inesperado para me levar a uma googlada.

Como podia eu achar-me uma admiradora da Natureza e ter passado tantos anos a ignorar os cedros do Líbano?

Estas árvores milenares, que se desenvolviam no território do Líbano como em mais nenhum lugar, foram desde sempre veneradas, usadas para as mais emblemáticas construções e os mais solenes rituais de vida. Muitos povos antigos exploraram o Mediterrâneo com embarcações feitas com estes cedros, mumificaram os seus mortos com a sua resina ou oraram em templos esculpidos nesta madeira resistente e olorosa.

Os momentos mais marcantes da vida, nos diversos cultos, as peregrinações e as preces mais pungentes tinham como testemunha a árvore ou parte dela.

Este misticismo advém também do seu porte imponente, dos ramos graciosos que parecem sustentar o céu, dos troncos fortes e da sua "eternidade" ( li que na Floresta de Bsharri há duas árvores com 3000 anos, dez com 1000 anos e as mais "comuns" têm já centenas de anos ).

Defendem-se muito bem nos solos secos e por isso persistem em territórios onde mais nenhuma árvore parece ter vontade de viver. Em altitudes que vão dos 1000 aos 2000 metros encontraram há muito tempo o local da sua solenidade. No meio de quase nada, estes gigantes destacam-se ainda mais e dão refúgio e paz a quem passa.

O Líbano, outrora coberto por extensas florestas de cedros, defende agora os poucos sobreviventes a uma exploração intensiva e histórica . A Floresta de Cedros de Deus foi declarada Património Mundial pela Unesco em 1998, juntamente com o Vale do Kadisha.

De palavra em palavra fui até um texto de Alphonse de Lamartine que descreve de modo ímpar o que distingue estas árvores (desempoeirem o francês, que vale a pena!).

Podemos encontrar cedros do líbano um pouco por toda a parte mas acredito agora que admirá-los na sua "casa" seja uma experiência única.

 

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