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"Em Companhia da Morte"

por Torradaemeiadeleite, em 01.03.12

Crastejos e galegos partilham crenças e saberes, bailham juntos a dança do falar. Pelo trabalho documental de Vanessa Vilaverde, Eduardo Maragoto e João Aveledo confrontamo-nos de novo com estas singularidades que unem as duas culturas, como as histórias de estântegas, acompanhamentos e candeias que nos arrepiavam noite dentro, até aos sonhos. E como eram magnetizantes estes "passos" contados "achegados ó lume", davam-nos medo na mesma proporção da vontade de os ouvir. Contos que se eternizavam nos gestos, os olhos baixos e a passagem apressada nos locais onde, com toda a certeza que o medo confere, tinham sucedido e servido de lição aos mais incautos.

Tudo era familiar, tudo era perto e bem podíamos ser nós mesmos os próximos a "especar" perante um acompanhamento.

 

 

 

 

 

 

 

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4 comentários

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De F. a 05.03.2012 às 11:58

É sempre bom volver às origens e aqui, no Torrada, pretextos não faltam. "Em Companhia da Morte" conduziu-me a um ainfância longínqua, a uma daquelas noites de lobos em que, à luz mortiça da candeia e dos "tiçons" a expirar, ouvia, estarrecida e fascinada,  "estórias" de outro mundo, contadas pelas vozes que construíram o meu crescimento.
Obrigada, Torrada.
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De Torradaemeiadeleite a 07.03.2012 às 09:07

A minha experiência foi em tudo igual, exceptuando a candeia que já não me alumiava mas sim a moderna lâmpada eléctrica. Permaneceu o essencial.
Até breve, F.
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De Patrícia E a 19.03.2012 às 14:35


Segundo a descrição este documentário fala "da Galiza esquecida"...lol
Só falhou essa parte, de resto está mui bem ;)

beijocas
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De Torradaemeiadeleite a 20.03.2012 às 13:18

Olá, princesa! Também reparei mas penso que se referem ao que conseguem encontrar de comum entre Castro Laboreiro e a Galiza; quantas vezes terão encontrado por cá aquilo que já não vêem por lá devido ao nosso maior isolamento?
Embora não apareça no trailer penso que também têm entrevistas galegas.
Fica bem e com beijinhos repenicados.

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