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Neurónios com nova casa

por Torradaemeiadeleite, em 11.04.08

 

 

                                            Imagem de Karl Deisseroth, Stanford University.

 

A ciência em geral e a investigação científica em particular, não têm tido investimentos muito vistosos no nosso país. Aliás, esse é um dos argumentos para que muitos "cérebros" portugueses façam incursões pelo estrangeiro e, muitas vezes, não voltem ao seu país ( admiro as excepções! ).

Li recentemente uma notícia que aponta para um projecto milionário na área da investigação oncológica e das neurociências. Trata-se do novo Centro de Investigação da Fundação Champalimaud.

Espera-se que comece a funcionar em pleno em 2010 e apoie o trabalho de cerca de 300 cientistas.

As instalações já têm rosto ( muito belo, por sinal ) e a assinatura do arquitecto Charles Correa. Terão morada em Lisboa, nos antigos terrenos da Docapesca.

O Instituto Gulbenkian para a Ciência cedeu o espaço de trabalho provisório para os investigadores que foram recrutados até ao momento e ajuda a delinear, em particular, o programa da investigação em neurociências.

É uma aposta com objectivos  ambiciosos mas quem sabe se, mais tarde, este Centro não será o motor duma inversão, a imigração dos "cérebros" de outros países, que escolherão o nosso para trabalhar?

 

 

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Bidonville

por Torradaemeiadeleite, em 19.02.08

 


      Fotografia de Gérald Bloncourt.
 
A emigração portuguesa em França nos finais dos anos 50 do século passado é o tema duma exposição fotográfica de Gérald Bloncourt, patente no Museu Colecção Berardo em Lisboa .

Este fotógrafo, nascido no Haiti em 1926, transmite-nos assim as condições em que viviam os portugueses recém-emigrados e que se dispuseram a percorrer outros caminhos que não aquele que parecia já traçado à partida num Portugal ditador.

Bidonville significa o mesmo que "bairro de lata" e houve vários, construídos pelos próprios imigrantes à margem das leis e das cidades francesas, sem luz ou água potável, que iam crescendo à medida que chegavam mais e mais...

Claro que houve sonhos que se perderam e mesmo alguns forçados a voltar pior do que partiram... Mas os pioneiros que conseguiram vencer as barreiras da língua, da saudade e das condições sócio-económicas conseguiram ser o exemplo de muitos outros que se lhes seguiram e muitas vidas melhoraram, não só as deles como as dos que ficaram a vê-los partir.
 
Muitas reflexões nos sugerem as imagens e muitos paralelismos podemos criar com os imigrantes que chegam ao nosso país hoje em dia, podemos ainda discutir o antigamente e o agora, mentalidades, legalidades, os serviços de apoio ao imigrante...
 
Contudo, o que quero salientar para já  é que  uns e outros, os mal e os bem sucedidos,  não baixaram os braços, não se resignaram... Tentaram, pelo menos, fugir de algo que lhes era imposto, decididos a conduzir eles próprios as suas vidas. E são tão diversas as suas histórias...
Mas sem dar o primeiro passo como poderemos chegar à meta?

P.S.: A exposição termina a 18 de Maio de 2008 (todos os dias das 10h às 19h, excepto à sexta-feira que se prolonga até às 22h ).
 

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Pensar em português

por Torradaemeiadeleite, em 12.02.08

Entusiasmo-me sempre que leio boas notícias sobre a investigação científica portuguesa, desta vez no campo da genética. 

O investigador português Henrique Veiga Fernandes  ( presentemente em Londres ) ganhou uma bolsa de 1,9 milhões de euros e regressará a Portugal para desenvolver o projecto que mereceu este financiamento.

Asssim, espera-se que contribua para a compreensão do papel do gene RET na função e desenvolvimento dos linfócitos, agentes fundamentais do nosso sistema imunitário. Suspeita-se que, sob acção de mutações ou em funcionamento deficiente, aquele gene se torne causador de leucemias e doenças auto-imunes; tem que se perceber o como, quando e porquê.

 

Parabéns e bem-vindo!

 

P.S.: para saber mais pormenores clicar aqui.

 

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Elogio

por Torradaemeiadeleite, em 13.06.07
  Gigantes de granito adormecidos, rios indomados, árvores guerreiras dum tempo desencontrado, caminhos desgastados, antigos e rudes, terra escura sob um manto verde, assim é o meu chão!
  Admiro-lhe a coragem, a vida que luta até hoje num lugar às vezes esquecido, outras tantas magoado...
  Os filhos partem para outros chãos, levam a saudade do que foi e do que poderia ter sido. Nem todos ousam voltar, o reencontro pode ser sofrido, de queixumes baixinhos e suspiros silenciosos.
  Há filhos que te clamam, que almejam pelo teu vento no mais alto promontório, pelo teu Sol na mais linda tarde de Maio,  pela neve do teu Inverno rigoroso, pelas tuas fontes centenárias, pelos mergulhos nos riachos escondidos...
  Filhos que não esquecem o teu rosto de centeio, o teu colo vestido de negro, tronco de carvalho velho, cheiro de terra molhada, cabelo de flores selvagens, mãos de urze, alma lutadora e coração de luz!!
  Atrevo-me a amar-te, consciente do quanto poderei sofrer...
 
 
Fotografia de J.A.B.
 

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