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De Tennyson, de Bond e dos dias lusos que passam.

por Torradaemeiadeleite, em 16.11.12

(...)

"Though much is taken, much abides; and though

We are not now that strength which in old days

Moved earth and heaven, that  which we are, we are

One equal temper of heroic hearts,

Made weak by time and fate, but strong in will

To strive, to seek, to find, and not to yield."


 

ULYSSES, Lord Tennyson - 1842.

( Também em Skyfall, lembrado pela M )

 

 

Bond, James Bond II

por Torradaemeiadeleite, em 06.11.12

 

Segue a enciclopédia à la Bond com a letra "C" de carros e de cinquenta, os anos contados desde o primeiro filme.

Nem sempre o espião teve um carro, ou pelo menos "o carro", o acessório rolante que afirmava o seu estatuto e gritava a sua distinção. Nos primeiros dois filmes ( Dr No e Da Rússia com Amor ) o propósito dos veículos não era espectacular, nem eles eram em si mesmos memoráveis. A acção não incluía duelos sobre rodas em fugas habilidosas, capacidades futuristas ou performances impróprias para o normal ritmo cardíaco.  Serviam isso sim para o espião ir do ponto A ao ponto B mais rápido do que a pé.

Mas chega 1964, o ano que nos revela Goldfinger, o terceiro filme, e chega borbulhando novidades,  acicatando o desejo do mundo com uma das maravilhas do tempo moderno: o Aston Martin DB5. Nasceu uma estrela e quarenta e oito anos mais tarde ela voltaria a brilhar, nas estradas e planos do realizador do mais novinho Bond, Skyfall. Vi, vi muito bem e admirei. Abençoados os que desenharam tal chisme1, incólume à passagem do tempo, lindo, lindo, que na era da "hiper-técnica" empresta ainda tanta elegância,  charme  e segurança à acção do filme. Quando eu for grande quero ter um assim.

Desde então guardou-se sempre espaço nas aventuras de 007 para máquinas marcantes, umas mais do que outras, ao sabor das eras, dos realizadores, dos orçamentos, da competição entre marcas para ganhar o destaque no filme seguinte.

Sim, mais tarde era prestigiante aparecer num Bond mas dizem-me as minhas fontes que foi o bom e o bonito para conseguir negociar com a Aston Martin a aquisição daquele modelo. Pormenores à parte, conseguiu-se fechar o negócio e em tempo útil se planeou a modificação do carro para incorporar metralhadoras, assento ejectável, vidros anti-bala, matrículas cambiantes e mais algumas habilidades para fintar os meliantes.

São cinquenta anos de James Bond, cinquenta anos que desafiam as preferências de cada um de nós e cinquenta anos celebrados com Skyfall, um filme com realização de Sam Mendes que foi para mim memorável: no plot, no vilão, no espião, no carro, na fotografia, na música e no genérico, mais ainda  no regresso à natureza primordial de Ian Fleming como quem fecha um ciclo ( mas promete mais ).

O conjunto dos filmes Bond reúne a passagem das décadas nos ideais de beleza masculino e feminino, nos perfis psicológicos dos vilões, nos carros, nas armas, nos motivos pelos quais se mata, manipula ou se quer ver o mundo a arder e ainda se vê a passagem das décadas nos medos que nos assistem como sociedade.

Tanto como uma enciclopédia, os Bond davam na verdade um bom estudo antropológico.




1Vocabulário crastejo: chisme (pronunc.  tchisme) - mecanismo, engenho mecânico, geringonça.


 

 

Bond, James Bond

por Torradaemeiadeleite, em 24.10.12
Aqui está um tema que daria à luz  uma enciclopédia. Mas vamos aos poucos. Começo na letra "M" de música e de mulheres.
No ADN deste filme, que já vem dos anos sessenta do século passado, está o gene da música, geralmente marcante, direi mesmo icónica e o gene das mulheres em contra-luz, corpos dançantes, voadoras, armadas, saltitantes, ginastas, nadadoras, cobertas de ouro, petróleo, areia, sedutoras e seduzidas.
A propósito do novo Bond  - Skyfall - estive a recordar algumas músicas dos predecessores. Temos as que fizeram o artista e aquelas que sobreviveram por causa do artista. Há os temas inesquecíveis, os esquecidos e os que nem deviam ter nascido.
A evolução técnica trouxe às introduções do filme imagens poderosas, perfeitas, algumas mutações genéticas à ideia original de Ian Fleming e perdeu-se a natureza de artefacto que agora me faz rir de alguns genéricos  mas que lhe emprestam tanto carisma. 
As músicas propriamente ditas, bem, há-as fantásticas em todas as eras. Uma das minhas favoritas é da responsabilidade de Chris Cornell ( a voz dos ditosos Soundgarden ) à qual chamou You Know My Name e ouvimo-la em Casino Royale. Curiosamente deve ser dos poucos genéricos que não vem acompanhado de mulheres esvoaçantes portanto vou escolher em seguida um que justifique o "M" de mulheres. Dou espaço então aos "velhinhos" Bond para uma imagem "corpórea" deste filme sem idade. Admirem as acrobacias no cano da pistola ( automática, semi-automática, revólver não me parece, invenção do Q? ,  arma de mão, pronto, as acrobacias isso sim).

 

 
   

 

 

 

 

Quantum de novidades

por Torradaemeiadeleite, em 18.11.08

Primeiro conheci um dos cenários e bem mais tarde conheci o filme. "Quantum of Solace" é um Bond fora do comum ( já o era "Casino Royale" mas este é ainda mais invulgar... ) e, pelo que me apercebi nos pareceres que ia lendo, não é consensual, ora desilude ora arrebata. A mim, prendeu-me a atenção do princípio ao fim e acrescento que só não me colou à cadeira porque tinha instantes em que a surpresa ou a intensidade dalgumas cenas me fez estremecer...

Como não reparar num filme do 007 que não teve uma única referência a este código ( ou era "James" ou "Bond" ou "James Bond", portanto o famoso espião já ascendeu ao estatuto de pessoa em vez de número... )? Como ignorar um Bond que não se envolve amorosamente com a  Bondgirl principal? Como ficar indiferente perante um espião com motivações pessoais, dúvidas quanto ao dever e a braços com a desconfiança dos seus superiores? Como esquecer um filme Bond que acentua e dramatiza alguns picos de acção com actos da ópera "Tosca"? E que dizer da ausência de gadgets nunca experimentados e muito XPTO? AH!!... e o bem mais precioso pelo qual os bandidos matam e manipulam... qual é, qual é?? Não digo...

Enfim, não quero tornar o texto monótono usando interminavelmente o esquema das interrogações, penso até que já revelei demais, mas quero assim evidenciar e justificar o meu contentamento por um formato que já não é "chapa 5" dos seus predecessores ( e são muitos... ) e que, quanto a mim, refresca sem desiludir!
                

                 Para ouvir nas alturas!!

 

 

James Bond em Atacama.

por Torradaemeiadeleite, em 27.03.08

 

 

   Fotografia de Gerhard Hüdepohl ( ESO Press Photo 04c /07- 17 Janeiro 2007 ).

 

O próximo filme do agente 007 ( "Quantum of Solace", no original ) dá-nos a conhecer este lugar único: o deserto de Atacama, no Chile, e o Observatório do Monte Paranal ( que é a casa dos 4 maiores, entenda-se mais potentes, telescópios terrestres ).

 

Para além dalgumas cenas de exterior também é aproveitada pela produção do filme, a "Residência" da equipa que trabalha neste observatório, pela sua arquitectura e design fora do vulgar.

Estas instalações encontram-se a uns "modestos" 2600 metros de altitude e são a "menina dos olhos" da ESOEuropean Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere ).

Gosto dos filmes James Bond, gosto dos seus genéricos sexy e bem musicados, dos vilões inteligentes e ricos, dos gadgets e carros hiper-equipados, das fugas quase impossíveis e mais ainda da oportunidade que criam para viajar pelo Mundo, incentivando-me a saber mais sobre este ou aquele "cenário".

 

 







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