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"Um sítio onde pousar a cabeça"

por Torradaemeiadeleite, em 21.11.14
 
 
Revi ontem na RTP 2 um documentário de 2012 sobre Manuel António Pina. Chama-se "Um sítio onde pousar a cabeça", foi realizado por Ricardo Espírito Santo e mantém o mesmo efeito inebriante da primeira vez em que o vi e ouvi.
O poeta imprime-se em mim logo nas primeiras palavras e também o seu eco, em vez de morrer, torna-se perene. O programa parece, afinal, não ter fim.
Hoje quis muito ler uma crónica fresquinha do Manuel António Pina, repetir essa lucidez matinal que acompanhava a minha torrada e meia de leite e ter um sítio onde pousar a cabeça antes da rotina moer.
Do documentário retenho muito e este é só um exemplo do quanto saboreei, destaco-o porque grita o que eu, à data, não sabia dizer antes de o ouvir: "a escrita para mim é mais do que respostas, é interrogações, mais do que para afirmar a minha identidade é para a procurar".
Mas são tantas, tantas partilhas e reflexões, constatações humoradas, intimistas, honestas, inspiradoras e a memória de uma obra singular a que o documentário, bem desenhado, presta a justa relevância.
Fazes-nos falta, Pina.
 
 
 
 

 

 

 

 

...

por Torradaemeiadeleite, em 24.06.14

"Talvez sejas a breve

recordação de um sonho
de que alguém (talvez tu) acordou
(não o sonho, mas a recordação dele),
um sonho parado de que restam
apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
Também eu não me lembro,
também eu estou preso nos meus sentidos
sem poder sair. Se pudesses ouvir,
aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
animais acossados e perdidos
tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
desamarraram-me de mim e agora
só me lembro pelo lado de fora."

 

"Não o Sonho" de Manuel António Pina.

 

 

Fotografia de Torradaemeiadeleite, balão de São João, 2014.

 

 

Nas bancas

por Torradaemeiadeleite, em 31.10.12

 

Ver os detalhes aqui.


Manuel António Pina

por Torradaemeiadeleite, em 20.10.12

Sempre que morre o corpo dum ser literário suspiro também pelas frases que ficam por nascer, pela beleza que ficará informe na poeira do nada. Continua eterna porém a alma do que deixou construído e é nessa beleza que me aninho em conforto.

 

A surpresa da morte de Manuel António Pina aquietada com as palavras que deixou na entrevista para a LER de Janeiro último.

 







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