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Fotografia de Torradaemeiadeleite.

Fotografia de Torradaemeiadeleite.

Novembro de 1988 dá a conhecer o delicado som da tempestade. Os eternos Pink Floyd sempre tiveram inspiração para baptismos.
E porque uma tempestade é luz e também é som, juntou-se o Mr. Light ao Mr. Sound numa paisagem dos arredores de Madrid e fez-se uma fotografia inesquecível para um disco nada menos do que de outro mundo. Delicate Sound of Thunder era então tão fora deste planeta que foi o primeiro álbum rock a ir para o espaço a bordo da Soyuz TM-7 com os cosmonautas soviéticos.
A capa tem a genialidade do inglês Storm Thorgerson ( falecido em Abril passado ) referido nesta inesquecível e responsável por muita arte que circula em diversos trabalhos musicais - basta ver a lista no Wikipedia e ficamos iluminados.
O fato de luzes inspirou-se em Dali e as lâmpadas foram penduradas uma a uma momentos antes da foto. Os pássaros do Sr. Som foram libertados no instante pré-disparo um pouco atrás do local onde a figura posava. Consta que não foi necessário retocar muito a imagem final e que tudo correu segundo o planeado. A luz do dia, a beleza do local e o talento do mestre fizeram o restante.
Para ver, ouvir e guardar.
"Welcome my son, welcome to the machine.
Where have you been?
It's alright we know where you've been.
You've been in the pipeline, filling in time,
Provided with toys and 'Scouting for Boys'.
You bought a guitar to punish your ma,
And you didn't like school, and you
know you're nobody's fool,
So welcome to the machine.
Welcome my son, welcome to the machine.
What did you dream?
It's alright we told you what to dream.
You dreamed of a big star,
He played a mean guitar,
He always ate in the Steak Bar.
He loved to drive in his Jaguar.
So welcome to the Machine."
PINK FLOYD, do álbum "Wish You Were Here" - 1975

Imagem googlada.
Dando continuação a um tema deixado para trás, relembro esta capa dos Pink Floyd para o CD The Division Bell de 1994. O design da capa é da autoria de Storm Thorgerson. As cabeças de metal, propositadamente esculpidas por John Robertson para uma sessão fotográfica nos campos de Cambrigdeshire ( que demorou "apenas" duas semanas até se conseguir o efeito dramático desejado ) mediam 2,74 m e pesavam, disse-me a minha "fonte", o equivalente a um carro familiar.
Um trabalho assim exigente assinalou ainda o último trabalho de estúdio dos Pink Floyd que vendeu ( respirem fundo... ) 12 milhões de unidades. Para números de peso, uma capa nada menos que inesquecível.
"Arnold Layne" nasceu em 1967 e é o primeiro single dos Pink Floyd.
Escrita pelo inesquecível Syd Barrett, aborda o travestismo e é considerada uma canção emblemática do rock psicadélico de então.
Vale a pena desempoeirar este fóssil!
Nota: obrigatório também espreitar "See Emily Play", o 2º single da banda nascido no mesmo ano.
Muito antes de saber ler tudo o que estas palavras encerram, orgulhava-me de mim própria por saber de cor esta belíssima letra e atrevia-me até a imitar o solo da guitarra... Convenci-me a tal ponto da qualidade da minha performance que a apresentei àquele que agora é o meu partner in crime... para o impressionar, achava eu... mas ainda hoje ele não se atreve a dizer-me a verdade sobre o que viu e ouviu.
Então, reza assim uma letra que nasceu para o público em 15 de Setembro de 1975:
Imagem "emprestada" pelo Google...
So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.
( Waters, Gilmour - Pink Floyd, álbum "Wish You Were Here" de 1975 )
P.S.: farewell, Richard Wright...